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O projeto Excelências traz informações sobre todos os parlamentares em exercício nas Casas legislativas das esferas federal e estadual, e mais os membros das Câmaras Municipais das capitais brasileiras, num total de 2368 políticos. Os dados são extraídos de fontes públicas (as próprias Casas legislativas, o Tribunal Superior Eleitoral, tribunais estaduais e superiores, tribunais de contas e outras) e de outros projetos mantidos pela Transparência Brasil, como o (financiamento eleitoral) e o (noticiário sobre corrupção).

O projeto disponibiliza espaço para que os políticos retratados apresentem argumentos ou justificativas referentes a informações divulgados no projeto, como noticiário que os envolva, ocorrências na Justiça e Tribunais de Contas, informações patrimoniais e outras. Para providenciar o registro de algum eventual comentário, solicita-se que o político entre em contacto com a Transparência Brasil.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Militares como vítimas


A Comissão Nacional da Verdade começou a investigar as perseguições sofridas pelos militares que se opuseram à ditadura. Um grupo de trabalho com a missão específica de apurar as violações aos direitos humanos de soldados e oficiais iniciou as atividades na última quinta-feira. Quem se opôs ao regime acabou cassado, perdeu salário, patente e foi preso.

O primeiro militar ouvido foi o brigadeiro Rui Moreira Lima, de 93 anos. Herói da Segunda Guerra Mundial, tendo participado de 94 missões com aviões de caça na Itália, foi preso no dia 2 de abril de 1964, quando era comandante da Base Aérea de Santa Cruz, por se opor ao golpe. Posteriormente, foi aposentado de forma compulsória.


Integrante da comissão, a advogada Rosa Cardoso fez parte do grupo que ouviu o brigadeiro. Segundo ela, enquanto os processos de reparação dos civis perseguidos pela ditadura (1964-1985) estão mais adiantados, os casos que envolvem militares se arrastam há décadas.

Um dos objetivos da comissão, de acordo com a advogada, é levantar o número mais aproximado possível dos militares que foram prejudicados pelo golpe. “Segundo o escritor Marcos Figueiredo, que é um conhecido cientista político, entre 1964 e 1974, 1.312 militares foram punidos. Já outra estudiosa da questão, Maria Helena Moreira Alves, diz que entre 1964 e 1967, em três anos, houve mais de 1.200 expurgos", disse.

REPRESSÃO

Ainda com base no levantamento de Maria Helena, a integrante da comissão diz que entre 1964 e 1980 houve 1.713 militares punidos baseados nos atos institucionais. Nesse período, segundo ela, houve um total de 4.766 prisões ou suspensões disciplinares de militares.


Até o fim de novembro, a Comissão Nacional da Verdade pretende fazer uma reunião com o maior número possível de ex-militares que tenham sido prejudicados pelo golpe de 1964. Para entrar em contato com a comissão, que fica em Brasília, basta acessar a página na na internet: www.cnv.gov.br.

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