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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Artefatos estão mal armazenados, diz especialista


Polícia Federal vai investigar procedência dos detonadores que supostamente foram desviados das Forças Armadas



BOMBAS ENCONTRADAS NA DIVISA DE SAO JOSE DOS CAMPOS COM CAÇAPAVA - FOTO M. ALMEIDA


Suspeita é de que os artefatos explosivos tenham sido desviados das Forças Armadas; advogado nega as acusações

A Polícia Federal abriu ontem um inquérito para investigar a procedência dos artefatos explosivos encontrados em um galpão na Vila São Bento, zona sudeste de São José.
De acordo com o delegado André Ricardo Carneiro, há suspeita de que o produto tenha sido desviado das Forças Armadas. “Será instaurado um inquérito para verificar a origem desse material encontrado pela Polícia Militar, tendo em vista que ele teria sido desviado das Forças Armadas ou que deveria ter chegado até ela”, afirmou Carneiro.
O VALE apurou com especialistas que houve falha do Exército no controle desse material. O Exército e a Força Aérea foram procurados no final da tarde de ontem, mas ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto. 


Segurança. A Polícia Militar encontrou o armamento na tarde da última segunda-feira por meio de uma denúncia anônima. Ao chegar ao armazém, foram encontrados pelos policiais cerca de 840 detonadores armazenados em 70 caixas com 12 unidades cada.
Na tarde de ontem, estiveram no local a Polícia Militar, a Polícia Federal, o Exército e a Aeronáutica.
O galpão foi lacrado, os detonadores foram mantidos onde estavam e a segurança ficou a cargo de uma viatura da PM.
O galpão abrigou, até 2010, a indústria bélica ETR.

Outro lado. De acordo com o advogado Julio Gomes de Carvalho Neto, que responde pela empresa, estes artefatos podem estar lá desde 2001, quando os sócios pararam de exportar o produto, que era importado do Chile.
Ainda de acordo com Carvalho, os detonadores não oferecem risco à população que mora na proximidade do galpão. “São apenas espoletas. Não há pólvora neles”, disse.
A PM e a Polícia Federal não confirmaram a informação.
Carvalho disse ainda ser infundada a investigação da PF, uma vez que teria provado por meio de documentação que os artefatos são da ETR. “Está tudo legalizado. Apresentei os documentos necessários à polícia anteontem, assim que os artefatos foram encontrados.”

Investigação. Os artefatos são semelhantes aos usados, na semana passada, em um ataque à base da PM, em Jacareí. Em agosto, outro lote de detonadores foi encontrado abandonado na zona norte de São José. A PM deve investigar se eles são do mesmo lote pertencente ao encontrado no galpão. As polícias Civil e Militar não confirmaram a elaboração de um Boletim de Ocorrência do furto do material, ao contrário do que foi informado pelo advogado da empresa.

Artefatos estão mal armazenados, diz especialista
São José dos Campos

De acordo com Lincoln Tendler, especialista em armamentos, os artefatos encontrados no galpão, na zona sudeste de São José, estão, partindo do princípio de que eles têm pólvora, mal armazenados.
“Cada tipo de explosivo tem um protocolo de armazenamento. São levados em conta, por exemplo, a temperatura e a umidade do local onde eles serão guardados”, afirmou. “Um explosivo colocado em um espaço fechado causa mais estrago do que aquele que está a céu aberto”, disse.
Ainda segundo o especialista, o paiol que armazena os artefatos devem ter a parede revestida de polipropileno, que evita faíscas advindas da eletricidade estática. “As paredes desses locais são mais reforçadas em relação ao teto, para que, em caso de explosão, esta ocorra para cima”.
O perigo que os explosivos oferecem depende da quantidade e de como são usados.
“Ainda que os artefatos tenham ficado muitos anos guardados, dificilmente eles ficaram tempo suficiente para que se tornem inativos”, disse. “Podemos ver isso com os explosivos usados na 2º Guerra Mundial, que ainda estão ativos”.


O VALE

Paula Maria Prado
Wilson Silvaston
São José dos Campos

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