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O projeto Excelências traz informações sobre todos os parlamentares em exercício nas Casas legislativas das esferas federal e estadual, e mais os membros das Câmaras Municipais das capitais brasileiras, num total de 2368 políticos. Os dados são extraídos de fontes públicas (as próprias Casas legislativas, o Tribunal Superior Eleitoral, tribunais estaduais e superiores, tribunais de contas e outras) e de outros projetos mantidos pela Transparência Brasil, como o (financiamento eleitoral) e o (noticiário sobre corrupção).

O projeto disponibiliza espaço para que os políticos retratados apresentem argumentos ou justificativas referentes a informações divulgados no projeto, como noticiário que os envolva, ocorrências na Justiça e Tribunais de Contas, informações patrimoniais e outras. Para providenciar o registro de algum eventual comentário, solicita-se que o político entre em contacto com a Transparência Brasil.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Pai desabafa: 'Meu filho morreu por incompetência do Exército'

Em novas buscas, corpo de rapaz desaparecido é encontrado próximo à ossada não identificada.
Área é controlada por militares


FELIPE FREIRE/ VANIA CUNHA


Pai vai processar Exército: "Meu filho morreu por incompetência deles, são omissos" | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia


Rio - Pai de Cristian, uma das vítimas da chacina, Cildes Vieira reconheceu nesta quinta-feira chinelo, bermuda e sunga do filho entre o material apreendido na mata do Parque de Gericinó.
Cildes reconheceu também nesta quinta bandido preso quarta: “Ele avisou aos traficantes quando procuramos meu filho. Deram tiros e corremos. Era obrigação do Exército tomar conta da área. Meu filho morreu por incompetência deles, são omissos”. Cildes vai mover ação contra o Estado e o Exército.
Além de Cristian Vieira, 19, foram mortos no sábado Douglas Ribeiro, 17, Victor Hugo Costa, 17, Glauber Siqueira, 17, Josias Searles, 16, Patrick Machado, 16.


Corpo de rapaz desaparecido é encontrado

A angústia provocada pelos cinco dias de buscas pelo filho desaparecido deu lugar ao choro da perda. Às 16h30 desta quinta-feira, chegou ao fim a esperança da família de José Aldeci da Silva Júnior, 19 anos, de encontrá-lo com vida.
Na mata do Parque de Gericinó, em Mesquita, o corpo do jovem foi encontrado numa área do Exército pela polícia parcialmente enterrado, ao lado de uma ossada.
Segundo a polícia, o rapaz é uma das nove vítimas fatais do tráfico na Chatuba no fim de semana. Ainda nesta quinta-feira, dois adolescentes, de 16 e 15 anos, foram apreendidos, suspeitos de participação na chacina.
A constatação de que o corpo era do desaparecido foi feita pela polícia, ainda no local, através das descrições dadas pelo pai, que estava na delegacia: o corpo estava vestido com casaco preto com forro branco e tinha a tatuagem "Júnior" no braço esquerdo.
“Levaram um pedaço do meu coração”, desabafou o pai da vítima, José Aldeci. Júnior sumiu sábado, quando levou seu passarinho de estimação ao parque. No mesmo dia foram mortos na Chatuba o pastor Alexandro Lima, um cadete e seis jovens moradores de Nilópolis.
Segundo o delegado da 53ª DP (Mesquita), Júlio da Silva Filho, o pastor e Júnior foram mortos porque entraram na área onde traficantes estariam torturando o cadete da PM Jorge Augusto Alves, também morto. Para o delegado, não há dúvida da participação de dois menores apreendidos, Foca e Bola, nas mortes.
“Foram reconhecidos e tínhamos depoimentos de testemunhas, informando a participação”, afirmou o delegado Júlio. “Os assassinos de todos são o Foca e o Bola. Estava em casa, quando ouvi os tiros e corri. O pastor estava caído e eles (menores) estavam lá em cima da guarita. Os traficantes ficam lá direto. Pedi ajuda a PMs para achar meu filho, mas não consegui”, contou Aldeci.
Em análise preliminar, peritos confirmaram que o corpo de Júnior e a ossada encontrada ontem possuíam marcas de tiros na cabeça. Segundo o diretor de Polícia Técnico-Científica, Sérgio Henriques, o estado de decomposição em que o corpo de José Aldeci foi encontrado é compatível com o tempo em que ele está desaparecido. Já a ossada pode estar no local há cerca de um mês.


Menores admitem ligação com tráfico e negam mortes

Um dia antes de ser apreendido pela PM, o adolescente Foca foi para a casa da mãe, no bairro Jacutinga. Fora de casa desde que fugiu do Centro de Recurso Integrado de Atendimento ao Menor (Criam), há três meses, onde cumpria medida socioeducativa, ele tomou banho, jantou e disse à mãe que queria se entregar à polícia.
“Ele disse que não aguentava ser acusado pelo que não fez”, disse a mãe de Foca. Na manhã desta quinta-feira, policiais do Serviço Reservado do 20º BPM (Mesquita) cercaram a casa e negociaram a rendição do menor.


PM busca suspeitos de chacina na Baixada

De acordo com o comandante da unidade, coronel Marcos Borges, Foca resistiu. “Ele simulou que tinha arma e usou a mãe como escudo. Depois, se entregou”, afirmou o comandante.
A mãe negou a versão. Na delegacia, o adolescente gritou, socou uma porta e ainda chutou um cinegrafista de TV. O outro menor, Bola, foi encontrado na casa de uma tia, na Chatuba. Segundo o delegado, os dois menores seriam gerentes das bocas de fumo da localidade Bicão, na Chatuba.
“Eles negaram participação nas mortes, mas admitem que conhecem um ou outro nome que investigamos e que viram os garotos (vítimas) lá”, contou o policial.


Exército instaura inquérito

O Exército instaurou Inquérito Policial Militar para apurar o encontro de um cadáver e uma ossada ontem em área militar. Segundo o Comando Militar do Leste, a autorização para a cessão de área aos municípios de Nilópolis e Mesquita é de junho de 2011.
Mas, o documento, cujo título é Termo de Reversão, quando efetivamente ocorre o repasse da área, é de 31 de janeiro de 2012. Segundo a assessoria do CML, fica englobado no terreno cedido para Mesquita a cachoeira perto da Favela da Chatuba. Ainda não foi esclarecido se os seis meninos foram pegos e mortos em área municipal ou do Exército.
Um dos trechos de domínio do tráfico, a localidade Bicão, que tem acesso ao parque e era utilizada como reduto e ponto de fuga de criminosos, receberá espaço infantil e base policial.
Segundo o prefeito de Mesquita, Artur Messias, trecho de 200 metros de comprimento e um quilômetro de largura após o limite da cidade é de responsabilidade do município, mas a área onde o crime ocorreu é do Exército.

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