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O projeto Excelências traz informações sobre todos os parlamentares em exercício nas Casas legislativas das esferas federal e estadual, e mais os membros das Câmaras Municipais das capitais brasileiras, num total de 2368 políticos. Os dados são extraídos de fontes públicas (as próprias Casas legislativas, o Tribunal Superior Eleitoral, tribunais estaduais e superiores, tribunais de contas e outras) e de outros projetos mantidos pela Transparência Brasil, como o (financiamento eleitoral) e o (noticiário sobre corrupção).

O projeto disponibiliza espaço para que os políticos retratados apresentem argumentos ou justificativas referentes a informações divulgados no projeto, como noticiário que os envolva, ocorrências na Justiça e Tribunais de Contas, informações patrimoniais e outras. Para providenciar o registro de algum eventual comentário, solicita-se que o político entre em contacto com a Transparência Brasil.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cabo do Cavex é preso com drogas em Taubaté


Cabo do Cavex é preso com drogas em Taubaté

Rapaz é acusado de fazer parte do grupo do 'Batata', ex-líder do tráfico de drogas na parte baixa da cidade, preso na semana passada durante uma operação da Polícia Civil e da Polícia Militar
Luara LeimigTaubaté
O cabo do Cavex (Comando de Aviação do Exército) de Taubaté, José Eduardo de Carvalho, de 24 anos, foi preso na manhã de hoje em sua casa no bairro Esplanada Santa Terezinha. Segundo a polícia, com ele foram encontradas 90 porções de crack e cocaína.
Carvalho é acusado de fazer parte do grupo do 'Batata', ex-líder do tráfico de drogas na parte baixa da cidade, preso na semana passada durante uma operação da Polícia Civil e da Polícia Militar.
De acordo com a polícia, ele só não foi preso também na semana passada porque não foi localizado. Já havia um mandado de prisão contra ele.
Ele foi levado para a prisão do Cavex. Mas segundo o Comando, Carvalho era cabo temporário e seu desligamento estava agendado para o dia 1º de março. Por isso, o Cavex informou que já entrou com um pedido de transferência dele para um presídio comum.


http://www.ovale.com.br/regi-o/cabo-do-cavex-e-preso-com-drogas-em-taubate-1.225612


Um outro militar já tinha sido preso na semana passada!!!


Taubaté pega chefes de gangues rivais do tráfico

 Dois dos oito presos ontem na carceragem da DIG de Taubaté antes de serem levados para a cadeia de Guará; polícia vai manter investigação para tentar prender mais suspeitos
rogério marques
Polícia prende 8 suspeitos, entre eles um soldado do Cavex, que aterrorizam a parte baixa da cidade

TAUBATÉ
Em duas operações deflagradas ontem em Taubaté, as polícias Civil e Militar prenderam oito pessoas, todas acusadas de pertencerem a duas gangues rivais de traficantes que agiam na parte baixa da cidade.
Entre os presos estariam dois homens conhecidos como 'Batata' e 'Pedrinho' que seriam líderes das duas facções. A guerra entre os dois, por disputas de pontos de vendas de drogas, seria a responsável por grande parte dos assassinatos registrados em Taubaté nos últimos meses de 2011 e neste ano.
Os líderes foram presos em operações diferentes, junto com parte dos comparsas. Somente nestes primeiros meses de 2012, 10 pessoas já foram executadas em Taubaté. No ano passado, foram 72 vítimas.
Operação. 
A primeira operação começou por volta das 6h, feita pela Polícia Civil, e contou com homens da DIG, Dise e do Garra.
Segundo o delegado responsável pelo trabalho, Juarez Totti, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e outros dois de prisão temporária.
A quadrilha era monitorada desde janeiro, inclusive com escutas telefônicas. Sete homens prestaram depoimentos, e cinco foram presos.
Com eles, foram apreendidos dois revólveres, 198 trouxinhas de maconha, cocaína, embalagens, contabilidade do tráfico, celulares e munições.
Inicialmente, a suspeita é que J.R.C., 21 anos, o 'Batata', tenha sido o autor de pelo menos cinco mortes e um dos comparsas dele, também preso ontem, o 'Ninja', 23 anos, de outros três. "A apreensão destas armas é muito importante e deve auxiliar, por meio da perícia, no esclarecimento de diversos casos de homicídios", disse o delegado.
Militar. 
Um soldado de 21 anos do Cavex (Comando de Aviação do Exército) de Taubaté também foi preso durante a operação da Polícia Civil.
De acordo com as investigações e interceptações, ele seria o responsável por guardar drogas, armas e munições para o 'Batata'. Militares do Cavex foram acionados pelo delegado e acompanharam o flagrante. Na casa dele, foram encontrados 90 pinos de cocaína e munições.
De acordo com a assessoria do Cavex, o rapaz está preso dentro da unidade à disposição da Justiça. Ele deve responder a uma sindicância militar paralelo ao processo criminal e, se expulso da corporação, será levado para um presídio comum.
Rival. 
A prisão de 'Pedrinho', que já tinha condenações anteriores por crimes de homicídios, ocorreu por volta das 17h30 durante uma operação da Polícia Militar.
Segundo o tenente Luciano Prudêncio, o rapaz foi preso com outros dois comparsas, na rua Pica Pau, na Chácara do Visconde. Com eles foram apreendidas duas armas. "Todos foram apreendidos e apresentados na Dise, que deve apurar o envolvimento de Pedrinho com outros crimes", disse.
Todos os oito presos detidos ontem foram levados para a cadeia de Guaratinguetá. 

Eis o juramento do Militar: "Com o sacrifício da própria vida".

Homenagem: militares mortos são exemplo de heroísmo e profissionalismo, diz Amorim 


Militares mortos na Antártica recebem medalhas e promoção no Rio
Familiares participaram de homenagem na Base Aérea do Galeão.
Para autoridades, militares são exemplo de heroísmo e profissionalismo.


Janaína Carvalho


Militares foram homenageados em cerimônia na
Base Aérea do Galeão, no Rio (Foto: Janaína Carvalho/G1)

Os dois militares mortos num incêndio na Estação Comandante Ferraz, na Antártica, foram homenageados na manhã terça-feira (28) no Rio de Janeiro. O suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos foram promovidos ao posto de segundo-tenente; admitidos na Ordem do Mérito da Defesa, no grau Cavaleiro, honraria concedida pela presidente Dilma Rousseff; e agraciados com a Medalha Naval de Serviços Distintos, da Marinha.
Muito emocionados, os familiares receberam os cumprimento dos oficiais da Marinha, e deixaram o local sem falar com a imprensa.
Ao final da cerimônia, os corpos dos dois militares foram levados para o Instituto Médico Legal (IML). Segundo a assessoria de imprensa da Marinha, o corpo do segundo-tenente Santos pode ser velado ainda nesta terça no Cemitério do Caju, na Zona Portuária da cidade. Já o corpo do segundo-tenente Figueiredo será encaminhado para Vitória da Conquista, na Bahia, sua cidade natal.
No caminho para entrar no ônibus, a mãe do segundo-sargento Santos falou, rapidamente, com os jornalistas: "Ele sempre foi o meu herói. Ele era tudo para mim desde pequeno."
Já a viúva de Figueiredo, Nilza Costa Figueiredo, disse apenas que foi casada com ele por 26 anos.


Heroísmo

No Chile, ataúdes dos militares mortos foram conduzidos por colegas da Marinha

Durante a cerimônia, o vice-presidente da República, Michel Temer, ressaltou que muito mais do que perda material, o acidente na Estação Comandante Ferraz representou a perda de duas figuras humanas importantes para as Forças Armadas e para o país.
“Quero transmitir aos familiares a minha solidariedade pessoal e a palavra de conforto da presidente Dilma Rousseff. Esses homens que se foram agora não têm medo, se temessem, não teriam tido o gesto de heroísmo que tiveram na Antártida. Que o exemplo deles sirva para seus filhos, para a Marinha e para todos os brasileiros. Em nome do povo brasileiro, que está acompanhando tudo isso, quero prestar solidariedade à família e à Marinha do Brasil”, disse o vice-presidente.
De acordo com o ministro da Defesa, Celso Amorim, os militares são exemplo de heroísmo e profissionalismo e serão lembrados sempre pela Marinha e pelas Forças Armadas do Brasil.
“Reconstruiremos a estação da Antártica também em homenagem a esses homens que tombaram no cumprimento do dever”, ressaltou o ministro.
Também participaram da cerimônia os comandantes das três Forças Armadas: almirante-de-esquadra Julio Soares Moura Neto, da Marinha; tenente-brigadeiro-do ar Juniti Saito, da Aeronáutica, e general Enzo Martins Peri, do Exército.
G1 RJ

Este é um alerta à Nação brasileira, assinado por homens cuja existência foi marcada por servir à Pátria


Estrelados da reserva lançam alerta à Nação. E...???

ALERTA À NACÃO
"ELES QUE VENHAM. POR AQUI NÃO PASSARÃO!


Este é um alerta à Nação brasileira, assinado por homens cuja existência foi marcada por servir à Pátria, tendo como guia o seu juramento de por ela, se preciso for, dar a própria vida. São homens que representam o Exército das gerações passadas e são os responsáveis pelos fundamentos em que se alicerça o Exército do presente.
Em uníssono, reafirmamos a validade do conteúdo do Manifesto publicado no site do Clube Militar, a partir do dia 16 de fevereiro próximo passado, e dele retirado, segundo o publicado em jornais de circulação nacional, por ordem do Ministro da Defesa, a quem não reconhecemos qualquer tipo de autoridade ou legitimidade para fazê-lo.
O Clube Militar é uma associação civil, não subordinada a quem quer que seja, a não ser a sua Diretoria, eleita por seu quadro social, tendo mais de cento e vinte anos de gloriosa existência. Anos de luta, determinação, conquistas, vitórias e de participação efetiva em casos relevantes da História Pátria.
A fundação do Clube, em si, constituiu-se em importante fato histórico, produzindo marcas sensíveis no contexto nacional, ação empreendida por homens determinados, gerada entre os episódios sócio-políticos e militares que marcaram o final do século XIX. Ao longo do tempo, foi partícipe de ocorrências importantes como a Abolição da Escravatura, a Proclamação da República, a questão do petróleo e a Contra-revolução de 1964, apenas para citar alguns.
O Clube Militar não se intimida e continuará atento e vigilante, propugnando comportamento ético para nossos homens públicos, envolvidos em chocantes escândalos em série, defendendo a dignidade dos militares, hoje ferida e constrangida com salários aviltados e cortes orçamentários, estes últimos impedindo que tenhamos Forças Armadas (FFAA) a altura da necessária Segurança Externa e do perfil político-estratégico que o País já ostenta. FFAA que se mostram, em recente pesquisa, como Instituição da mais alta confiabilidade do Povo brasileiro (pesquisa da Escola de Direito da FGV-SP).
O Clube Militar, sem sombra de dúvida, incorpora nossos valores, nossos ideais, e tem como um de seus objetivos defender, sempre, os interesses maiores da Pátria.
Assim, esta foi a finalidade precípua do manifesto supracitado que reconhece na aprovação da Comissão da Verdade ato inconseqüente de revanchismo explícito e de afronta à lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo.
Assinam, abaixo, os Oficiais Generais por ordem de antiguidade e os Oficiais superiores por ordem de adesão.
OFICIAIS GENERAIS
Gen Gilberto Barbosa de Figueiredo
Gen Amaury Sá Freire de Lima
Gen Cássio Cunha
Gen Ulisses Lisboa Perazzo Lannes
Gen Marco Antonio Tilscher Saraiva
Gen Aricildes de Moraes Motta
Gen Tirteu Frota
Gen César Augusto Nicodemus de Souza
Gen Marco Antonio Felício da Silva
Gen Bda Newton Mousinho de Albuquerque
Gen Paulo César Lima de Siqueira
Gen Manoel Theóphilo Gaspar de Oliveira
Gen Elieser Girão Monteiro
OFICIAIS SUPERIORES
T Cel Carlos de Souza Scheliga
Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra
Cel Ronaldo Pêcego de Morais Coutinho
Capitão-de-Mar-e-Guerra Joannis Cristino Roidis
Cel Seixas Marques
Cel Pedro Moezia de Lima
Cel Cláudio Miguez
Cel Yvo Salvany
Cel Ernesto Caruso
Cel Juvêncio Saldanha Lemos
Cel Paulo Ricardo Paiva
Cel Raul Borges
Cel Rubens Del Nero
Cel Ronaldo Pimenta Carvalho
Cel Jarbas Guimarães Pontes
Cel Miguel Netto Armando
Cel Florimar Ferreira Coutinho
Cel Av Julio Cesar de Oliveira Medeiros
Cel.Av.Luís Mauro Ferreira Gomes
Cel Carlos Rodolfo Bopp
Cel Nilton Correa Lampert
Cel Horacio de Godoy
Cel Manuel Joaquim de Araujo Goes
Cel Luiz Veríssimo de Castro
Cel Sergio Marinho de Carvalho
Cel Antenor dos Santos Oliveira
Cel Josã de Mattos Medeiros
Cel Mario Monteiro Campos
Cel Armando Binari Wyatt
Cel Antonio Osvaldo Silvano
Cel Alédio P. Fernandes
Cel Francisco Zacarias
Cel Paulo Baciuk
Cel Julio da Cunha Fournier
Cel Arnaldo N. Fleury Curado
Cel Walter de Campos
Cel Silvério Mendes
Cel Luiz Carvalho Silva
Cel Reynaldo De Biasi Silva Rocha
Cel Wadir Abbês
Cel Flavio Bisch Fabres
Cel Flavio Acauan Souto
Cel Luiz Carlos Fortes Bustamante Sá
Cel Plotino Ladeira da Matta
Cel Jacob Cesar Ribas Filho
Cel Murilo Silva de Souza
Cel Gilson Fernandes
Cel José Leopoldino
Cel Evani Lima e Silva
Cel Antonio Medina Filho
Cel José Eymard Bonfim Borges
Cel Dirceu Wolmann Junior
Cel Sérgio Lobo Rodrigues
Cel Jones Amaral
Cel Moacyr Mansur de Carvalho
Cel Waine Canto
Cel Moacyr Guimarães de Oliveira
Cel Flavio Andre Teixeira
Cel Nelson Henrique Bonança de Almeida
Cel Roberto Fonseca
Cel Jose Antonio Barbosa
Cel Cav Ref Jomar Mendonça
Cel Nilo Cardoso Daltro
Cel Carlos Sergio Maia Mondaini
Cel Nilo Cardoso Daltro
Cel Vicente Deo
Cel Av Milton Mauro Mallet Aleixo
Cel José Roberto Marques Frazão
Cel Luiz Solano
Cel Flavio Andre Teixeira
Cel Jorge Luiz Kormann
Cel Aluísio Madruga de Moura e Souza
Cel Aer Edno Marcolino
Cel Paulo Cesar Romero Castelo Branco
Cel CARLOS LEGER SHERMAN PALMER
Capitão-de-Mar-e-Guerra Cesar Augusto Santos Azevedo
TCel Osmar José de Barros Ribeiro
T Cel Mayrseu Cople Bahia
TCel José Cláudio de Carvalho Vargas
TCel Aer Jorge Ruiz Gomes.
TCel Aer Paulo Cezar Dockorn
Cap de Fragata Rafael Lopes Matos
Maj Paulo Roberto Dias da Cunha
OFICIAIS SUBALTERNOS
2º Ten José Vargas Jiménez
Novas adesões serão acrescidas ao serem solicitadas pelo e-mail : marco.felicio@yahoo.com

28/02 - Militares sob "censura"
 Anistia
Júnia Gama  - Correio Braziliense - 28/02/2012
Oficiais da reserva reclamam da pressão para retirada da nota que criticava possível punição a torturadores
Militares da reserva alegam que sofreram "censura" por parte do governo pela determinação dada para que desautorizassem nota em que criticavam a presidente Dilma Rousseff por não repreender declarações de duas ministras sobre a ditadura militar. Desde ontem, os clubes militares têm sido bombardeados com e-mails e notas de associações que vão desde acusações contra os comandantes das Forças Armadas até protestos contra a ingerência do Executivo. 
" Querem fazer do militar da reserva , que não tem tropa nem cargo militar , um cidadão de segunda categoria, alijado do processo político . Um dalit, como os párias indianos", queixa-se o general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva. Os oficiais elencam duas normas para respaldar a insatisfação . O atigo 57 (sic*) da Constituição que assegura "a livre manifestação de pensamento ", e uma norma (sic**) de 1986, que garante a livre manifestação dos militares na reserva ou reformados. "Por uma questão de hierarquia, no serviço ativo, militares só podem se manifestar com a permissão de seus comandantes. Na reserva a coisa muda. O que vale é a Constituição ", defende um dos manifestos.
Os militares defendem que a possibilidade de punição para os chefes dos clubes militares,  cogitada devido à publicação da nota atacando a presidente Dilma, estaria baseada em decreto de 1969, amparado no Ato Instuticional-5, marco legal que representou o endurecimento da ditadura militar. Os dirigentes dos clubes militares convocaram uma reunião para definir como o grupo vai reagir. "Tem havido muita reação a respeito do assunto . Estão tolhendo nossa liberdade de expressão , o que é inconstitucional", alega uma autoridade da entidade.   * Trata-se do Art. 5º, inciso IV, ao qual se somam os incisos IX, XXXVI e XLI; e **Não é norma e sim a Lei Nr7.524 de 1986, que derroga automaticamente o CPM, Decreto de 1969, quanto ao Art 166 (crime de insubordinação). Decreto está abaixo de Lei.

Militares reafirmam críticas a Dilma e confrontam Amorim


Militares reafirmam críticas a Dilma e confrontam Amorim

Texto anterior com ataques à presidente foi retirado da internet após intervenção do Planalto e das três Forças Nota divulgada ontem conta com o apoio de 98 militares da reserva, entre eles 13 generais e coronel Brilhante Ustra

LUCAS FERRAZ
DE BRASÍLIA

Em nota divulgada ontem, 98 militares da reserva reafirmaram recentes ataques feitos por clubes militares à presidente Dilma Rousseff e disseram não reconhecer autoridade no ministro da Defesa, Celso Amorim, para proibi-los de expressar opiniões.
A nota, intitulada "Eles que Venham. Por Aqui Não Passarão", também ataca a Comissão da Verdade, que apontará, sem poder de punir, responsáveis por mortes, torturas e desaparecimentos na ditadura. Aprovada no ano passado, a comissão espera só a indicação dos membros para começar a funcionar.
"[A comissão é um] ato inconsequente de revanchismo explícito e de afronta à Lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo", diz o texto, endossado por, entre outros, 13 generais.
Apesar de fora da ativa, todos ainda devem, por lei, seguir a hierarquia das Forças, das quais Dilma e Amorim são os chefes máximos.
O novo texto foi divulgado no site "A Verdade Sufocada" (www.averdadesufocada.com), mantido pela mulher de Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel reformado do Exército e um dos que assinam o documento.
Ustra, ex-chefe do DOI-Codi (aparelho da repressão do Exército) em São Paulo, é acusado de torturar presos políticos na ditadura, motivo pelo qual é processado na Justiça. Ele nega os crimes.
A atual nota reafirma o teor de outra, do último dia 16, na qual os clubes Militar, Naval e de Aeronáutica fizeram críticas a Dilma, dizendo que ela se afastava de seu papel de estadista ao não "expressar desacordo" sobre declarações recentes de auxiliares e do PT contra a ditadura.
Após mal-estar e intervenção do Planalto, de Amorim e dos comandantes das Forças, os clubes tiveram de retirar o texto da internet.
CRÍTICA A AMORIM
"Em uníssono, reafirmamos a validade do conteúdo do manifesto do dia 16", afirma a nota de ontem, que lembra que o texto anterior foi tirado da internet "por ordem do ministro da Defesa, a quem não reconhecemos qualquer tipo de autoridade ou legitimidade para fazê-lo".
Agora, os militares dizem que o "Clube Militar [da qual a maioria faz parte] não se intimida e continuará atento e vigilante".
A primeira das três declarações que geraram a nota foi da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), para quem a Comissão da Verdade pode levar a punições, apesar da Lei da Anistia.
Depois, Eleonora Menicucci (Mulheres) fez em discurso "críticas exacerbadas aos governos militares", segundo o texto. Já o PT, em uma resolução, disse que deveria priorizar o resgate de seu papel para o fim da ditadura.

Medalhas e promoção no adeus aos militares


Medalhas e promoção no adeus aos militares

Brasileiros que morreram em incêndio na base do Polo Sul são alçados ao posto de segundo-tenente e admitidos na Ordem do Mérito da Defesa. Governo envia peritos para investigar as causas do acidente

Um hangar da Força Aérea Brasileira (FAB) na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, foi palco das homenagens prestadas aos dois oficiais mortos na Estação Antártica Comandante Ferraz, base militar brasileira na Antártida. A cerimônia ocorreu na manhã de ontem, logo após a chegada dos corpos no país. Os militares Carlos Alberto Vieira Figueiredo, 47 anos, e Roberto Lopes dos Santos, 45, morreram na madrugada de sábado, no incêndio que destruiu 70% das instalações da base brasileira.
A cerimônia foi marcada pela emoção dos familiares e oficiais presentes e pela homenagem póstuma aos militares. Na ocasião, eles receberam honrarias concedidas pela presidente Dilma Rousseff: a promoção ao posto de segundo-tenente, o primeiro nível de oficiais da Marinha, e a admissão na Ordem do Mérito da Defesa, a principal honra concedida pelo Ministério da Defesa.
Os corpos dos dois foram encontrados próximos aos geradores, onde o fogo teria começado. Eles tentavam impedir que o fogo se espalhasse, em procedimento que envolvia fechar a válvula do reservatório de etanol. Por isso, Dilma Rousseff classificou de heróica a atuação dos militares. "Os sargentos foram dois heróis brasileiros. Isso explica o fato de que tanto a medalha da Defesa quanto a da Marinha foram atribuídas a eles post mortem. É um reconhecimento do país", disse a presidente, que cumpria agenda no Recife ontem.
As vítimas do incêndio também foram agraciadas com a Medalha Naval de Serviços Distintos, dada pelo comandante da Marinha, almirante de esquadra Julio Soares de Moura Neto. "Por mais que tentemos externar nossos sentimentos, nunca será o suficiente. Nossos dois heróis realizaram esse último sacrifício e ofereceram suas vidas no cumprimento do dever", afirmou Neto, durante a cerimônia. Também participaram do evento o vice-presidente da República, Michel Temer, o ministro da Defesa, Celso Amorim, e os comandantes da Aeronáutica, Juniti Saito, e do Exército, Enzo Martins Peri.
Inquérito
O inquérito policial militar aberto pela Marinha para investigar as causas do incêndio tem um prazo de pelo menos 40 dias para ser apresentado. No entanto, os peritos que deverão investigar o acidente já foram enviados para a Antártida. Estão no local o embaixador brasileiro no Chile, integrantes da diplomacia e militares. O governo também já anunciou a intenção de reconstruir a base incendiada, o que foi reforçado ontem pela presidente Dilma Rousseff: "Tem técnicos analisando as condições e vão nos dizer qual é a melhor". O navio polar Almirante Maximiano vai servir de apoio até a reconstrução da estação incendiada — 12 militares continuarão na base brasileira.
Uma audiência pública onde serão discutidas não apenas as causas do acidente, como também a tecnologia utilizada na reconstrução da base, foi aprovada ontem no Senado. A audiência está marcada para a próxima terça-feira, e deve ser realizada em conjunto pelas comissões de Meio Ambiente; Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática; e Relações Exteriores e Defesa Nacional.
Revitalização
Segundo a assessoria de imprensa do Comando da Marinha, em 2006, a Força iniciou um esforço de revitalização da Estação Antártica Comandante Ferraz, seguindo recomendações de um relatório elaborado por inspetores da Asutrália, do Peru e do Reino Unido. As obras incluiram a ampliação do sistema de combate a incêndios e a aquisição de equipamentos como extintores e mangueiras, além de reforma em instalações como habitações, cozinha e laboratórios. Também houve a aquisição de quadriciclos, e equipamentos científicos, entre outros.
Ainda de acordo com a Marinha, o incidente na base no último sábado não teve relação direta com os investimentos realizados por meio do Programa Antártico Brasileiro (Proantar).
As vítimas
O ex-suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo nasceu em Vitória da Conquista (BA), em 1964. Ele ingressou na Marinha há exatos 30 anos e, desde então, serviu em diversas unidades militares, como supervisor eletricista. Era casado havia 26 anos e tinha um filho. Figueire do pretendia se aposentar em 2013.
Roberto Lopes dos Santos nasceu em Salvador (BA), em 1966, e desde 1985, quando entrou na escola de aprendizes em Santa Catarina, servia na Marinha. O ex-sargento estava no Polo Sul pela terceira vez — ele já havia trabalhado na Estação Antártica Comandante Ferraz em duas outras ocasiões, em 2001 e 2007. Ele também era supervisor eletricista na estação.

Segredos desvendados


Segredos desvendados

Brasília abriga o único laboratório da América Latina capaz de analisar caixas-pretas de aeronaves. Unidade recebeu há pouco novos equipamentos de última geração

Gláucia Chaves

A violência de um acidente aéreo raramente deixa rastros que permitem explicá-lo. Após o desastre, a única alternativa para quem ficou em terra firme é revirar escombros da aeronave em busca da caixa-preta — objeto que, apesar do nome, é pintado com tinta laranja vibrante, para facilitar a localização. O problema é que ter acesso aos arquivos não é uma tarefa simples: é preciso um laboratório especializado, equipado com computadores e softwares compatíveis com os diversos modelos espalhados pelo mercado. O Brasil consegue saber o que se passou nos últimos momentos de voos em que a caixa-preta foi preservada desde meados de 2006, mas foi só agora, em 2012, que o Laboratório de Análise e Leitura de Dados de Gravadores de Voo (Labdata) recebeu e colocou para funcionar equipamentos capazes de fazer a leitura de aparelhos danificados e destroçados. Agora, é o Brasil quem dá uma força para os "sem-laboratório" — uma vez que o LabData é o único da América Latina capaz de ler gravações desse tipo.
"Já fazemos leituras para Bolívia, Angola e Colômbia", enumera Fernando Silva Alves de Camargo, gerente do LabData e especialista em segurança da aviação e aeronavegabilidade. Segundo o especialista, a previsão é de que os novos equipamentos cheguem até abril. Para cada modelo de gravador, é preciso um conjunto de equipamentos específicos, que custam de US$ 10 mil a US$ 30 mil. O próximo passo é investir na capacitação de pessoal para operar os aparelhos.
Os gravadores, usados para armazenar sons e dados do voo, como altitude, velocidade e aceleração, são analisados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), organização militar situada no VI Comando da Aeronáutica, em Brasília. Camargo explica que, antes de o espaço ficar pronto, era necessário enviar as caixas-pretas para laboratórios estrangeiros. Eles não cobram pela ajuda, mas Camargo frisa que, exatamente por isso, não dá para exigir agilidade na entrega dos resultados. "É um favor", ressalta.
A leitura dos dados — gravados em linguagem binária — é feita em 40 minutos. A de áudio demora, praticamente, o tempo da gravação. Parece rápido e barato, mas, embora os custos nesses casos ficassem restritos às passagens aéreas e demais pormenores da viagem — como hospedagem e alimentação da equipe —, o tempo que demorava até que as informações finalmente chegassem às mãos dos investigadores era o maior inconveniente. "Normalmente, os laboratórios do exterior só fornecem os gráficos", detalha. "Como precisamos validar essas informações, temos que ficar lá por cerca de uma semana."
Isso tudo sem contar a burocracia: para que uma caixa-preta brasileira chegue ao exterior, Camargo explica que é preciso a autorização de uma portaria publicada no Diário Oficial da União para que a equipe possa comprar as passagens. "Antes, a portaria era assinada pelo próprio comandante da Aeronáutica, então, era um pouco mais rápido", completa. "Desde o ano passado, é o ministro da Defesa quem assina, o que demora um pouco mais." A disponibilidade do laboratório, naturalmente, também precisa ser levada em consideração. Como muitos países também não têm condições de fazer a leitura dos gravadores, é comum que um único país analise dados de acidentes aéreos de diversos outros.
Mesmo ainda incompleto, a demanda de leituras só aumenta: em 2011, o LabData decifrou pelo menos 30 gravações. Nos anos anteriores, esse número não passava de cinco. "Hoje, conseguimos dar mais suporte às investigações", diz Camargo. Ele explica que só não são feitas mais leituras porque não são todas as aeronaves que possuem uma caixa-preta: dos 135 acidentes no ano passado, 120 ou 130 ocorreram com aviões pequenos e helicópteros, sem gravadores. "A caixa-preta é como o airbag dos carros. Ainda não é obrigatória, mas a tendência é que acabe se tornando", completa.
Mais segurança
Harro Ranter, presidente da Aviation Safety Network, explica que, como qualquer tecnologia, os gravadores estão cada vez mais modernos. Até 2002, o regulamento norte-americano exigia que pelo menos 29 parâmetros do voo (velocidade, altitude etc.) fossem registrados. "Agora, a lei exige pelo menos 88", compara. Além do Cockpit Voice Recorder (que grava sons) e do Flight Data Recorder (que registra dados), Ranter frisa que existe o Quick Access Recorder, algo como gravador de acesso rápido, usado pelas companhias aéreas para analisar a qualidade e a eficiência dos voos. "Ele funciona mais como um computador e não tem a mesma proteção contra acidentes que os demais", diferencia.
Luiz Bohre, especialista em segurança de voo da Air Safety Assessoria Aeronáutica e aviador aposentado, afirma que a caixa-preta é necessária apenas para aviões acima de nove passageiros. Os equipamentos ficam na cauda do avião, local onde a probabilidade de preservação em caso de acidente é maior, e têm o exterior altamente preparado para desastres (veja infografia). "A caixa-preta aguenta grandes acelerações, altas temperaturas e pressões, como a do fundo do mar", enumera. E não interessa quão destruído o invólucro fique: o que importa mesmo é o "coração" da caixa-preta. "Mesmo que não dê para fazer o download de informações, se resgata o núcleo e o laboratório faz a extração dos dados."
A caixa-preta só é lembrada após o acidente, mas Bohre salienta que ela é também uma ferramenta vital na prevenção de imprevistos. "Ela ajuda a elucidar casos de problemas graves durante o voo, ou se o avião perdeu o controle, mas evitou a colisão", exemplifica. Enio Lourenço Dexheimer, professor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e também comandante de voo aposentado, diz que outra utilidade da caixa-preta para as companhias aéreas é fazer uma espécie de apanhado geral do desempenho da frota. "As empresas usam a transmissão de dados por telemetria (tecnologia que permite a medição e comunicação de informações que interessam ao operador ou desenvolvedor de sistemas)", explica.
Dexheimer detalha que a técnica é util para fazer uma auditoria constante sobre como a frota e os pilotos estão se comportando. Com isso, as companhias são capazes de encontrar eventuais erros de procedimento ou defeitos mecânicos das aeronaves — e podem consertá-los a tempo. O professor explica que a medida é um exemplo do raciocínio realista de que acidentes acontecem, e é melhor estar preparado para eles. "Isso faz parte da filosofia moderna de prevenção de acidentes", analisa. Por muito tempo, explica, trabalhou-se com uma meta de inexistência de erros, mas a indústria Aeronáutica chegou à conclusão de que isso é impossível.
Sucesso parcial
O primeiro uso do laboratório ocorreu em 29 de setembro de 2006, para investigar a colisão entre um Boeing 737-800 da Gol e um jato Legacy, no norte de Mato Grosso (MT). À época, o LabData contava apenas com software para fazer as análises dos dados, mas, ainda assim, foi capaz de produzir a animação do acidente. A tecnologia disponível na ocasião também não foi suficiente para extrair o arquivo de áudio da caixa-preta — que precisou ser analisado em um laboratório estrangeiro.
O alfabeto das máquinas
A linguagem binária ou digital é a "linguagem do computador", em que os dados são armazenados em sequências de códigos formados pelos algarismos zero e um. Para cada letra, há um código específico. Como nas estruturas internas do computador só há eletricidade, atribui-se o número 0 para quando estiverem desligados e o número 1 para ocasiões em que os sistemas estão ligados. Assim, para cada caractere, há um código formado pela união de 8 "zeros" e "uns". Cada zero e cada um é chamado de bit, e o conjunto de oito bits recebe o nome de byte. Cada byte armazena apenas um caractere.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Soldado que vai para o Haiti é o orgulho de sua cidade


Soldado que vai para o Haiti é o orgulho de sua cidade

Campo-grandense irá se integrar a força de paz da ONU no Haiti.


O jovem soldado Antonio Geovane irá para o Haiti em abril.


O jovem soldado do exército brasileiro Antonio Geovane Leal da Costa de 24 anos natural aqui de Campo Grande-RN, irá se integrar a força de paz da ONU (Organização da Nações Unidas) no Haiti. O soldado Geovane ingressou no exército em março de 2007 e está lotado no 7º Batalhão de Engenharia de Combate – Batalhão Visconde de Toné que fica localizado em Natal capital aqui do nosso Estado.
O soldado Antonio Geovane será o primeiro campo-grandense a integrar uma força de paz do exército brasileiro, algo que sem sobra de dúvidas merece o nosso apreço e reconhecimento pelo esforço do mesmo para com a carreira militar. Inclusive o soldado Geovane foi recebido na semana passada pelo prefeito Bibi de Nenca em seu gabinete, onde na ocasião o chefe do executivo local desejou votos de apreço e estima e falou do orgulho que é ter um filho dessa terra fazendo parte de tão importante missão das forças armadas brasileiras em solo haitiano.
De acordo com Geovane o embarque para o Haiti está previsto para o dia 10 de abril a partir de Natal. Ele irá juntamente com mais 39 (trinta e nove) soldados integrarem[sic] o 16º Contingente da Força de Paz. Embora o embarque só ocorra em abril, o soldado Geovane disse a nossa reportagem que já faz parte da Força de Paz da ONU. O retorno dele do Haiti está previsto para o dia 18 de dezembro deste ano.
De acordo com os procedimentos militares, depois dessa missão esses soldados retornam às suas unidades e seguem a vida militar como de rotina – no caso eles com o reconhecimento oficial das Forças Armadas do Brasil, bem como da Organização das Nações Unidas – ONU.
CG na Mídia

Clima de revolta à bordo do porta-aviões São Paulo


Clima de revolta à bordo do porta-aviões São Paulo

Confira relato exclusivo feito por pessoal a bordo do navio

OBSERVAÇÃO: Blog enviou o relato à Marinha e ainda aguarda um posicionamento oficial.

Marco Aurélio Reis

Militares que servem no porta-aviões São Paulo e e seus familiares revelaram a O DIA com exclusividade um cenário preocupante a respeito da conservação da embarcação. A maior parte dos episódios internos, contam, não chega ao conhecimento do público, mas tiram o sono de esposas cada vez que seus maridos embarcam.
Desde agosto do ano passado, O DIA cobra explicações oficiais para as denúncias dos tripulantes. Elas ficaram mais detalhadas desde o dia 15 daquele mês, quando um incêndio na caldeira, outro na chaminé e outros dois nas máquinas, todos revelados com exclusividade pela Coluna Força Militar de O DIA, aumentaram a preocupação de quem serve embarcado no São Paulo.
Entre os relatos,o que mais assustam diz respeito a dificuldade de se saber onde podem ocorrer rompimentos de tubulações , vazamento de vapores e incêndios. "Elas (tubulações) são envelopadas. Não dá para saber onde estão as áreas com problemas", contou uma das fontes que serve no São Paulo. "O navio não pode parar em função do custo do treinamento dos pilotos e da necessidade de mante-los em operação. Se não pousam e decolam com frequência perdem condições de operação e terão que passar por novo e caro treinamento fora", conta outra fonte.
A pedido do jornal, mais de um militar a bordo compôs relatório preocupante, encaminhado por O DIA às autoridades. O relato dá uma dimensão do clima a bordo:


NAVIO VELHO
"Somos militares do Porta Aviões São Paulo e estamos vivendo em um estado de escravidão sem ter a quem recorrer. Trabalhamos no (...) em um navio sucateado e velho, sem condições de navegar em segurança que se arrasta há anos em reparos sem apresentar resultados."


INCÊNDIOS CONSTANTES
"Na tentativa de viagem que fizemos (ano passado), logo no cais, antes do navio sair, houve um incêndio a bordo. Mesmo com o incêndio, o comandante decidiu continuar com o cronograma e manteve a viagem. No mar foram mais dois incêndios e alagamentos.
Quando isso acontece a tripulação tem de ser avisada através do serviço de fonoclama do navio. Mas nem em todos esses eventos isso aconteceu. Havia ordem para que não fosse divulgado, pois havia um almirante a bordo e se ele ouvisse talvez determinasse o retorno do navio (o que aconteceu em um incêndio posterior). As vidas dos militares que ali servem estão em risco constante. Redes de vapor vazaram novamente - lembrando que anos atrás militares morreram por esse mesmo motivo. E esses fatos estão sendo escondidos, para que não haja pressão dos próprios militares e familiares para a parada definitiva do navio."


ALMIRANTES PRECISAM DO PORTA-AVIÕES
"O navio já era velho quando foi comprado pela Marinha, anos atrás por 12 milhões - valor que não compra um barco decente. Esse navio mantém a Marinha refém da França na compra de óleo e manutenção, que são caríssimos. Para piorar, se esse navio for aposentado, o Brasil não terá mais uma esquadra - pois é necessário um porta aviões para tal, e vários almirantes de esquadra seriam obrigados a ir para casa, para a reserva."


MILITARES IMPEDIDOS DE DESEMBARCAR
"O departamento de máquinas, junto com a tripulação, está pagando pelo estado da embarcação. Militares desses setores são impedidos de ir para casa ao fim do expediente por causa das máquinas que não funcionam, impossibilitando a prontificação do navio. O comando não aceita isso e pune! Já ficamos vários dias impedidos de sair por causa disso. As máquinas que deveriam ser em número de dois, só tem uma precariamente funcionado. No hangar há vários geradores prontos para uso em caso de falha do único gerador em funcionamento (a um aluguel de R$ 30 mil cada - mesmo que não sejam usados)."


LUVA PARA CHECAR A LIMPEZA
"Há uma ordem de que ninguém pode desembarcar do navio, ninguém pode ser transferido - o que é rotineiro na Marinha - ordem dada pelo comandante com o aval do comandante da Marinha. (...) O absurdo chegou ao ponto do comandante do navio criar um Postos de Limpeza (oposto aos Postos de Combate), onde os compartimentos são limpos e inspecionados pelo próprio comandante, que o faz munido de um cinto recheado de luvas brancas que ele usa para verificar se há poeiras pelo compartimentos. E se houver, o responsável pela limpeza é punido. Tudo respaldado por um código, cujo parágrafo único permite a um oficial punir um militar baseado no que ele achar que está errado, seja um olhar ou gesto diferentes."


INSPEÇÕES FEITAS POR QUEM SERÁ INSPECIONADO DEPOIS
"As inspeções administrativas que existem não têm eficiência - elas poderiam reprovar o navio - pois os inspetores são os próprio oficiais. Eles inspecionam hoje e amanhã são inspecionados por quem inspecionaram. Seria necessário um órgão externo para realizar essa tarefa. Aí seriam vistas as licitações suspeitas, o enriquecimento de alguns oficiais (há relatos de compras realizadas onde apenas a nota fiscal foi entregue, o produto comprado nunca chegou). Fazem porque sabem que nós não podemos fazer nada, não podemos provar
por causa de punições e retaliações."


MACARRÃO SEM MOLHO
"O trabalho na praça de máquinas é em turnos de quatro horas em temperaturas de 70 graus. Na hora da refeição, macarrão puro para comer! Arroz com hambúrguer. Zero de valor nutricional aqui. Mas os coquetéis não param!"


BOMBA RELÓGIO
"Estamos pedindo socorro antes que mais vidas sejam perdidas. Apenas com a ajuda da imprensa e do Ministério Público poderemos ter alguma esperança."Estamos sofrendo.Além de situações de risco, como por exemplo, toda vez que o navio tenta sair, temos que voltar até meia noite do dia anterior para o navio, com todo o perigo que o Rio está atravessando, e por viajar com o navio em estado de perigo constante, pois mesmo depois do acidente de 2005, continuamos em cima de uma bomba relógio. Toda saída do navio vira uma preocupação dos nossos familiares.Mesmo depois de tantos gastos, a evolução é mínima. Praças que servem no porta-aviões há mais de 10 anos estão impedidos de desembarcar, ou seja, não podem pedir transferência. É constante ao pessoal a bordo ficar sem licença-pagamento."


Força Militar- O Dia Online

Paranoia de pijama!


Paranoia de pijama!

Para certas mentes bitoladas, 'qualquer asinha de grilo já dá uma sopa', como diz o gaúcho. Circula pela web, entre altas pantufas (pois os coturnos já foram pendurados há tempo), uma suspeita de que os recentes acidentes envolvendo navios da Marinha (a saber: incêndio no porta-aviões São Paulo, afundamento da chata com combustível na Antártida e incêndio na Estação Comandante Ferraz) possam ter outras causas que não as citadas até agora como prováveis (equipamentos defasados, navios-sucata, escassez de recursos, falha humana por elevado estresse).
Os estrelados de pijama cogitam a hipótese de sabotagem, motivada pelo arrocho financeiro a que os militares estão sendo submetidos.
Que Dilma e o PT não saibam dessa teoria tresloucada. Seria um ótimo pretexto para desviar o foco das notórias precariedades materiais das Forças Armadas, mascaradas pelo alto profissionalismo dos militares, que fazem das tripas, coração para que seus equipamentos obsoletos (de fogões de campanha a porta-aviões) funcionem a contento para que as missões sejam cumpridas.

MONTEDO.COM

Carreata dos milicos nesta quinta em Brasília


Quem vai? Carreata dos milicos nesta quinta em Brasília


AMARP – FFAA/DF

A Associação dos Militares da Reserva, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas convoca toda a família militar da Reserva para juntos cobrarmos as PERDAS SALARIAS E O PAGAMENTO DOS 28,86%, já pacificado pelo Supremo Tribunal Federal.
Foi decidido em Assembleia, no dia 12/02/2012, que será realizada uma carreata em prol dos nossos interesses . A concentração se dará no Ginásio Nilson Nelson no dia 1º de março de 2012, às 13h30min. Contamos com a participação de todos os companheiros da reserva, pensionistas, reformados e seus familiares.
Sargento Genivaldo R/1 Presidente da AMARP

Militares sob "censura"


Militares sob "censura"

Oficiais da reserva reclamam da pressão para retirada da nota que criticava possível punição a torturadores

JÚNIA GAMA

Militares da reserva alegam que sofreram "censura" por parte do governo pela determinação dada aos chefes dos clubes militares para que desautorizassem nota em que criticavam a presidente Dilma Rousseff por não repreender declarações de duas ministras sobre a ditadura militar. Desde ontem, os clubes militares têm sido bombardeados com e-mails e notas de associações que vão desde acusações contra os comandantes das Forças Armadas até protestos contra a ingerência do Executivo.
"Querem fazer do militar da reserva, que não tem tropa nem cargo militar, um cidadão de segunda categoria, alijado do processo político. Um dalit, como os párias indianos", queixa-se o general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva. Os oficiais elencam duas normas para respaldar a insatisfação.
O artigo 5º da Constituição, que assegura "a livre manifestação de pensamento", e uma norma de 1986, que garante a livre manifestação dos militares na reserva ou reformados. "Por uma questão de hierarquia, no serviço ativo, militares só podem se manifestar com a permissão de seus comandantes. Na reserva, a coisa muda. O que vale é a Constituição", defende um dos manifestos.
Os militares defendem que a possibilidade de punição para os chefes dos clubes militares, cogitada devido à publicação da nota atacando a presidente Dilma, estaria baseada em um decreto de 1969, amparado no Ato Institucional-5, marco legal que representou o endurecimento da ditadura militar. Os dirigentes dos clubes militares convocaram uma reunião para definir como o grupo irá reagir. "Tem havido muita reação a respeito do assunto. Estão tolhendo nossa liberdade de expressão, o que é inconstitucional", alega uma autoridade da entidade.

Wikileaks: empresa de inteligência diz que Lula recebeu propina por caça Rafale


Relatório critica Forças Armadas do Brasil: "A Marinha é uma merda"

Jorge Lourenço
No fim de fevereiro, o Wikileaks começou a publicação de e-mails da companhia de inteligência global Stratfor. Com base no Texas, a empresa tem, entre seus clientes, o Departamento de Defesa e de Segurança Interna dos Estados Unidos. Entre algumas mensagens já disponíveis para o público, a Strafor analisa as compras militares brasileiras e cita um jornal "parceiro" da companhia.

Em ruínas
Na mensagem que analisa as compras militares, o analista de geopolítica da Stratfor cita fontes no consulado norte-americano para questionar o Ministério da Defesa.
"Você está certo em se perguntar o que, em nome de Deus, Brasília está fazendo. A Marinha brasileira é uma merda. É uma piada, e eu sei porque eu falo com os militares do consulado o tempo inteiro a respeito disso. A tentativa deles de adquirir um submarino nuclear não faz sentido algum", diz a mensagem, que também fala da compra dos caças Rafale.
"O fato de que eles querem o Rafale e o Gripen é uma piada. O F-18 é o melhor equipamento. Nós os oferecemos um excelente pacote, inclusive bastante transferência de tecnologia. (...) O Rafale, mesmo com o preço reduzido, ainda está muito caro. E o Gripen é uma merda. Se você compra o Gripen, você é uma Eslováquia".
Para justificar a escolha brasileira pelo Rafale, a empresa aponta que Lula pode ter recebido propinas para dar preferência aos franceses.
"A compra dos submarinos é tão estúpida que deve ter alguma compensação por trás. Lula provavelmente está procurando um dinheiro para sua aposentadoria. A compra ainda veio no fim do seu mandato, assim como os caças. O nosso Departamento de Tesouro é contra oferecer propinas, o que não nos permite fazer grandes negócios num lugar corrupto como o Brasil".

Avibras e Exército assinam contrato


Avibras e Exército assinam contrato

Avibras
Divulgação
Indústria retoma sua produção bélica, recontrata demitidos e ainda abre mais 100 vagas para atender ao contrato militar
São José dos Campos
A Avibras, com unidades em São José dos Campos e Jacareí, vai assinar contrato em março com o Exército brasileiro para a produção do Astros 2020 e pretende em maio recontratar 120 funcionários demitidos na crise do ano passado, quando 170 foram dispensados.
Os demais já foram readmitidos no final do ano. Além disso, segundo a empresa, outros 100 podem ser contratados para a retomada da produção bélica na indústria ao longo do ano.
O presidente da Avibras, Sami Hassuani, salientou que, apesar de ainda não ter recebido verbas referentes ao Astros 2020, iniciou a recontratação dos demitidos para adiantar a implantação do programa.
“Emprestamos dinheiro, usamos o que tínhamos para adiantar esse processo de contratação. Acredito que o programa comece a ser implementado em maio”, disse.
A estimativa do executivo é que a primeira parcela do Astros 2020 seja de R$ 200 milhões. A média anual de recursos liberados para o projeto é de R$ 250 milhões para os próximos oito anos.
Mais do que reerguer a empresa, Hassuani acredita que a contratação do Astros 2020 pelo Exército brasileiro deva estimular a venda para outros países, uma das metas da Avibras para 2012.
“Este ano, precisamos exportar. O Astros 2020 é um programa que irá gerar produto por uma década e essa compra do exército brasileiro é fundamental”, disse.
Especialistas da indústria bélica afirmam que, durante negociações para compra de sistemas de segurança, uma das primeiras perguntas feitas à empresa é: “o seu país usa este sistema?”
“A aprovação da MP da Defesa é a prova de que o governo quer ajudar. Sozinha, a empresa não faz nada”, disse.

Dívidas. O governo também estuda capitalizar entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões referentes a parte da dívida da Avibras em ações da União na própria empresa.
O projeto tramita há três anos nos ministérios da Fazenda, Defesa, Casa Civil, Desenvolvimento e não tem prazo para ser aprovado. “Da última vez, estimei seis meses e já se passou um ano e meio.”
SAIBA MAIS
Inícioastros 2020
Contratação do sistema de segurança Astros 2020 foi anunciada pelo governo em agosto do ano passado

Trâmites
assinatura
Devido aos trâmites para liberação da verba, contrato será assinado em março e implementado em maio

O que ésegurança
O Astros 2020 inclui a fabricação de sistemas de segurança como munições, armamentos e blindados. Mais de 200 pessoas serão contratadas até que a unidade atinja seu ápice de produção

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ministério da Defesa: Pagamento da folha de pessoal absorve 80% dos recursos


Pagamento da folha de pessoal absorve 80% dos recursos


Roberto Rockmann
Para o Valor, de Brasília


O orçamento do Ministério da Defesa, que em 2011 chegou a R$ 60,8 bilhões, é o terceiro maior do governo. Perde apenas para a previdência social (R$ 294 bilhões) e para a área da saúde (R$ 74 bilhões). Mas cerca de 80% dos recursos destinam-se ao pagamento da folha de pessoal, e 63% desse total vão para funcionários aposentados. Apenas 13,7% do orçamento destinam-se ao custeio, e menos ainda - 6,7% dos R$ 60 bilhões - são transformados em investimentos, segundo dados do pesquisador Vitélio Brustolin, que defendeu sua tese sobre o tema na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Brustolin está de malas prontas para os Estados Unidos, onde fará um pós-doutorado em Harvard sobre a indústria de defesa americana. "Embora tenha o terceiro orçamento da União, o dinheiro destinado a manter os equipamentos atuais, o que cria um risco: sucateamento e dificuldade para aquisição de novos."
Hoje, segundo dados de mercado, o Brasil gasta 1,6% do PIB com a indústria de defesa, um percentual abaixo do verificado tanto em nações ricas quanto nas emergentes: o Chile gasta 3,5%, os Estados Unidos, 4,8%, o Reino Unido, 2,7%, a China, 2,1%.
Além do baixo investimento no setor, os militares se ressentem da ameaça constante da tesoura do governo. Para manter o cumprimento das metas de superávit primário, o contingenciamento de recursos é comum. "O orçamento de defesa tem sido o mais afetado pelos contingenciamentos. Valores destinados a custeio e investimentos, na monta de R$ 15,9 bilhões, foram limitados em R$ 10 bilhões em 2010. Em 2011 a cena foi semelhante: o Ministério da Defesa sofreu um corte de 26,5% nas despesas referentes a custeios e investimentos, ou seja: R$ 4,0 bilhões a menos", analisa Brustolin.
O pesquisador observa que, apesar dos cortes, ao final dos anos de 2010 e 2011, parte dos recursos foi redirecionada. "Isso evitou catástrofes maiores, pois esses contingenciamentos ocorrem, justamente, nos gastos com a manutenção dos equipamentos e nos investimentos e projetos. Mas o decreto 7.622, de 22 de novembro do ano passado, liberou parte dos recursos contingenciados. O total desembolsado ficou em pouco mais que 70% da dotação autorizada. Resumindo: somando-se ao contingenciamento, grande parte dos recursos previstos não foi executada", explica o pesquisador.
Nesse contexto, surge uma preocupação entre militares, parlamentares e especialistas: a necessidade de fontes complementares de financiamento para que projetos como a implementação do Sistema de Monitoramento das Fronteiras (SisFron) possam sair do papel. "É preciso avançar na definição de um orçamento mais robusto para as Forças Armadas", defende o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional.
Os projetos estruturantes são cruciais para o melhor monitoramento da fronteira terrestre, da costa brasileira e do espaço aéreo, em um momento em que o país se prepara para explorar o pré-sal e pleiteia um assento no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. "Quanto mais pudermos implementar esses projetos com independência tecnológica, melhor para nós. Mas é preciso destacar que esses projetos são alocados no orçamento como investimentos. Por isso, todas as vezes em que houver contingenciamento, que sempre afeta investimentos e custeios, a produção de tecnologias fundamentais para o país estará sendo prejudicada", ressalta Brustolin.
Trata-se de uma questão que também preocupa a indústria. "De um lado, se acena com uma MP que concede benefícios fiscais para investir no Brasil e transferir tecnologia. De outro, há preocupação de que não haja um fluxo contínuo e permanente de recursos para financiar esses projetos, que são vultosos", afirma um empresário do setor.
As Forças Armadas trabalham na elaboração do Plano de Articulação e Equipamentos de Defesa (Paed), que contemplará projetos e prioridades das três Forças em um horizonte de 20 anos, até 2031. A expectativa é de que em dois meses esse relatório possa estar pronto, segundo o general José Carlos de Nardi, chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas. A prioridade dos investimentos será a defesa da Amazônia, das fronteiras brasileiras e da chamada Amazônia Azul. Estima-se no mercado que os investimentos em 20 anos possam superar R$ 100 bilhões.
Os investimentos em tecnologia militar podem ter grande impacto na sociedade civil, aponta Brustolin. O avião a jato e a internet são inovações desenvolvidas por militares que hoje são amplamente utilizadas por bilhões de pessoas. "Certamente a trajetória do Brasil é bastante diferente da dos Estados Unidos, no entanto, há importantes lições a serem aprendidas com os americanos que podem ser adaptadas às políticas públicas de inovação brasileiras", afirma o pesquisador. Para ele, essa consideração baseia-se no fato de que o acompanhamento histórico dos gastos militares no Brasil demonstra os sucessivos cortes em investimentos e custeio, bem como a descontinuidade de programas científicos-tecnológicos, ao contrário do que ocorre nos EUA.


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