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O projeto disponibiliza espaço para que os políticos retratados apresentem argumentos ou justificativas referentes a informações divulgados no projeto, como noticiário que os envolva, ocorrências na Justiça e Tribunais de Contas, informações patrimoniais e outras. Para providenciar o registro de algum eventual comentário, solicita-se que o político entre em contacto com a Transparência Brasil.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Militar brasileiro morre em acidente na força de paz no Haiti


É com grande tristeza que trazemos esta noticia, provavelmente esta será a ultima postagem do ano!!!!


Que Deus ampare esse guerreiro e conforte esta familia!!!


soldado de 22 anos caiu de jipe do Exército e bateu a cabeça, diz coronel.

Jovem era de São Paulo e integrava tropas da ONU desde setembro.


Um militar brasileiro que integrava a Missão da ONU para Estabilização do Haiti (Minustah) morreu no final da tarde de sábado (30) em um acidente de carro quando deixava a base do Batalhão 2 do Brasil, localizado na capital do Haiti, Porto Príncipe.

Segundo o tenente-coronel Sérgio Lamelas, relações-públicas do batalhão, o soldado Diego Mendes dos Santos, de 22 anos, fazia a segurança de um jipe militar que deixava a base quando teria se desequilibrado e caído do veículo de uma altura de cerca de 1,5 metro, batendo a cabeça no chão.

Apenas um intérprete haitiano o acompanhava naquele momento, pois ele estava na parte de trás do jipe. Ele não estava usando capacete balístico, diz o oficial, mas portava um fuzil.

“O soldado foi levado para o Hospital Militar da Argentina que integra a missão da ONU, onde foi socorrido. Mas morreu, possivelmente de traumatismo craniano”, afirmou o coronel aoG1.

O soldado era de São Paulo e integrava a tropa do 8º Batalhão de Polícia do Exército, localizada no quartel do Ibirapuera, na capital paulista. Ele estava no Haiti desde setembro, onde permaneceria por um período de 6 meses. O corpo será levado para a República Dominicana para ser embalsamado e deverá chegar ao país em uma semana.

O Brasil possui dois batalhões na missão da ONU no Haiti, totalizando cerca de 2.200 militares. Soldados brasileiros integram a Minustah desde 2004, quando a operação de paz foi criada para apoiar o governo local após uma onda de violência depor o então presidente Jean Bertrand Aristides. A partir de 2012, a previsão é de que haja uma redução do efetivo brasileiro em cerca de 250 homens.

Veja as postagens mais lidas em 2011


O JORNAL O DIA PUBLICOU O RESULTADO DO IPM CONTRA O PROTESTO DE EX-SOLDADOS DIANTE DO COMANDO DA FAB

O governo Dilma Rousseff discute internamente reajuste para praças e oficiais das Forças Armadas 

Pronunciamento de Jair Bolsonaro em 26/06/2011 cobrando o aumento dos salários no congresso nacional

Super Tucano vence concorrência nos EUA e será usado na Força Aérea Americana


Super Tucano vence concorrência nos EUA

 O Super Tucano já tem 152 unidades em operação em forças aéreas de diversos países, inclusive no Brasil; Embraer não revela preço
divulgação/embraer
Embraer Defesa e Segurança e Sierra Nevada Corporation fornecerão aeronave para o programa LAS da Força Aérea dos Estados Unidos
São José dos Campos

A Força Aérea dos Estados Unidos anunciou na noite de sexta-feira que selecionou o avião de combate Super Tucano, fabricado pela Embraer Defesa e Segurança, para o programa LAS (
Light Air Support), ou Apoio Aéreo Leve. A aeronave, que será fornecida por meio de parceria com a Sierra Nevada Corporation, será utilizada para treinamento avançado em vôo, reconhecimento e operações de apoio aéreo.

“Estamos honrados com a oportunidade de oferecer ao governo norte-americano o melhor produto para a missão LAS, nesta parceria liderada pela Sierra Nevada Corporation”, disse Luiz Carlos Aguiar, CEO da Embraer Defesa e Segurança. “Nosso compromisso é avançar com nossa estratégia de investimentos nos Estados Unidos e entregar o Super Tucano no prazo e conforme o orçamento contratados.”

Como especificado pela Força Aérea dos Estados Unidos, trata-se de um contrato no valor de USD355 milhões para o fornecimento de vinte aeronaves, assim como apoio terrestre para treinamento de pilotos, manutenção e outros serviços requeridos. 

Nós nos sentimos honrados por esta decisão e pela oportunidade de servir nosso país,” disse Taco Gilbert, Vice-Presidente de Desenvolvimento de Negócios de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR) da SNC. “Nós acreditamos nos objetivos da missão Apoio Aéreo Leve e temos orgulho de poder apoiar os Estados Unidos em suas iniciativas de construção de parcerias no Afeganistão e em outros países no mundo. Os soldados americanos, os trabalhadores americanos e todos nossos aliados ganham com esta decisão.”
Aeronave Super Tucano, produzida pela Embraer - Foto: Divulgação

Sobre o Programa LAS

A missão LAS exige uma solução já desenvolvida que ofereça versatilidade, capacidade e resistência operacionais necessárias em um ambiente de contra-insurgência, a um custo significativamente menor do que o dos jatos de caça. A aeronave deve oferecer ferramentas de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR); ter capacidade para uma grande variedade de munições (incluindo armas guiadas de precisão); e operar em terrenos com infraestrutura precária e em condições rigorosas.

Sobre o Super Tucano

O Super Tucano foi projetado especificamente para missões de contra-insurgência e atualmente é empregado por seis forças aéreas e possui encomendas de outras. A aeronave demonstrou ser extremamente capacitada para as missões LAS e ajudou o governo colombiano a combater as forças revolucionárias daquele país (FARC), além de iniciativas contra atividades ilegais em outros países. As mais de 150 aeronaves em operação no mundo acumularam 130 mil horas de vôo, incluindo mais de 18 mil horas de combate sem nenhuma perda.
Aeronave Super Tucano, produzida pela Embraer - Foto: Divulgação

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2012 vem aí!...E agora?


2012 vem aí!...E agora?

2012
O que vem junto com o ‘ano do fim do mundo’ - Ano tido como crucial no Calendário Maia, supostamente guarda o Apocalipse, mas traz também reflexão sobre o fim dos ciclos e a dificuldade em aceitar o fim das coisas
Fábio FrançaSão José dos Campos
O calendário deixado pela civilização Maia é um dos mais completos se comparado ao calendário gregoriano, que rege a maior parte dos países no mundo.
A principal diferença é que em vez de ter contagem infinita, como o modelo que rege o Ocidente, a versão maia tem uma duração limitada prescrita de 5.200 anos, que na prática, corresponde ao dia 21 de dezembro de 2012.
A explicação - que vai além de uma previsão mística e encontra um flerte com a ciência - é amparada pela tese de que nesta data a Terra estará alinhada com o Sol e com o centro da galáxia.
Por haver um buraco negro no centro dela, o alinhamento desencadearia uma série de tsunamis, vulcões explodindo e terremotos.
Os efeitos hipotéticos das previsões estão retratados em “2012”, filme de Roland Emmerich, que acentua o potencial das catástrofes naturais - retratados nos principais pontos do planeta, incluindo o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
Fantasia ou não, a hipótese de um fim do mundo próximo - diferentemente de outras produções que dataram o fim para números mais distantes dos atuais nas folhas de calendários - traz uma reflexão ao novo ano: a dificuldade em lidar com o fim das coisas.

Sofismo. “Acho que a questão precisa ser vista a partir de sujeitos particulares, existem pessoas que convivem muito bem com finais de ciclos e outros não. Mas veja, se a experiência foi boa, as pessoas acharão ruim que ele acabe, se a experiência foi ruim, as pessoas vão achar que foi bom que tenha acabado”, explica a filósofa Márcia Tiburi.
“Acho difícil você criar uma fórmula explicativa desta relação das pessoas com fins e começos”.
Doutora em filosofia pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e escritora, Márcia analisa criteriosamente a cultura da perda.
“Não há como julgar uma pessoa a partir do que é a dor que ela sente. Mas eu penso que há um estímulo em nível cultural para que nos apeguemos às perdas. Nossa cultura é cínica: a indústria da felicidade alimenta a sensação de dor e fracasso e ao mesmo tempo se aproveita dela vendendo tudo o que pode ‘compensar’ esta mesma dor e este mesmo fracasso”, explica ela.
“Assim, as pessoas querem adquirir mercadorias em geral, mas também corpos perfeitos que podem ser ‘adquiridos’ em academias e centros cirúrgicos, assim como a mercadoria da felicidade fácil”

Provocação. Para Márcia, não há um existe um ponto-chave das situações extremas (como o fim do mundo iminente mostrado em filmes como “2012” ou “Melancholia”), mas isso não faz com que ela seja omissa e aposte em uma teoria provocativa.
“Desconfio que o ser humano deveria ser verdadeiramente pessimista para olhar para a verdade desta vida. Quem sabe assim pudéssemos fazer algo melhor para mudar o que não vai bem”, explica.

Sugestão. A psicóloga Eliane Lauria, especialista em resiliência (a capacidade humana em lidar com problemas), explica que a capacidade de lidar com perdas e finais de ciclos está atrelada à capacidade de cada um.
“Ser resiliente é parte de um processo que capacita cada um para ter a capacidade de lidar com mudanças e estar preparado para adversidades”. Com as listas de resoluções para o Ano Novo em voga, ela explica que os fatores de risco devem ser avaliados.

Proposta de reajuste nas Forças Armadas prevê recuperação inflacionária e ganho real


Aumento pago em três anos
Proposta de reajuste nas Forças Armadas prevê recuperação inflacionária e ganho real
MARCO AURÉLIO REIS
Rio - O plano de reajuste dos soldos militares em análise pela presidenta Dilma Rousseff prevê parcelamento dos ganhos por três anos. A informação que circula na cúpula militar é que está em discussão a adoção de nova política para os vencimentos. A proposta é recuperar perdas provocadas pela inflação (em torno de 9% desde o último aumento, em julho de 2010) e permitir ganho real de modo a equiparar a remuneração dos militares com as de servidores civis da administração direta, especificamente com a paga nas polícias Federal e Rodoviária.
Ao comparar salários, percebe-se o hiato entre as carreiras. Um tenente das Forças Armadas, por exemplo, recebe R$ 7,3 mil por mês, pouco menos da metade dos R$ 13,3 mil pagos a um delegado iniciante da Polícia Federal.
Conforme a Coluna Força Militar de O DIA antecipou com exclusividade em 25 de novembro, partiu dos Comandos das Forças a proposta com a nova política de remuneração. Esse documento aponta que os soldos pagos a oficiais e praças deverão oferecer condições de assegurar a atração e a retenção de profissionais qualificados, como um “fator para a permanência no serviço ativo.”
O documento orienta que a remuneração deve inserir e manter o militar em nível socioeconômico correspondente ao dos demais servidores da alta administração. E defende a equiparação “não só pela valorização do militar, mas pela necessidade do trabalho conjunto com esses profissionais”.
Revisão salarial a cada três anos
A proposta dos Comandos Militares prevê ainda que os soldos sejam revistos a cada três anos, de modo a impedir o surgimento de novo hiato salarial entre as Forças e as carreiras da Administração Federal. A preocupação é estancar a evasão de militares dos quartéis, grande parte pedindo baixa para assumir posto civil mais bem pago.
A iniciativa em estudo estabelece premiação a militares hoje empenhados em missões de pacificação. A intenção é que quem desempenha atividades complexas em localidades “inóspitas” que ponham em risco a vida e a saúde possa receber adicionais.
O documento fala em “aperfeiçoar a compensação financeira” aos militares empregados nessas atividades especiais, que implicam, inclusive, “desgaste psicológico”.

Site divulga lista com mais de 200 acusados de tortura na ditadura e MILITARES CRITICAM A PUBLICAÇÃO


Site divulga lista com mais de 200 acusados de tortura na ditadura

O site da "Revista de História da Biblioteca Nacional" (revistadehistoria.com.br) divulgou na noite de ontem uma lista com 233 nomes de acusados de tortura durante a ditadura militar.
Ela faz parte do acervo pessoal do líder comunista Luiz Carlos Prestes (1898-1990), que será doado ao Arquivo Nacional, no Rio, no próximo dia 3. A revista teve acesso exclusivo ao acervo -que inclui fotos e cartas familiares- e publicará parte dele em sua edição de janeiro.
A lista faz parte do documento "Relatório da 4ª Reunião Anual do Comitê de Solidariedade aos Revolucionários do Brasil", de fevereiro de 1976.
Segundo a revista, ela foi elaborada em 1975 por 35 presos políticos que cumpriam pena.
Entre eles estavam Hamilton Pereira da Silva, hoje Secretário de Cultura do Distrito Federal, José Genoino, ex-presidente do PT e assessor do Ministério da Defesa, e Paulo Vanucchi, ex-ministro dos Direitos Humanos.
A relação já havia sido publicada em 1978, pelo semanário alternativo "Em Tempo".


Militares criticam publicação de lista de acusados de tortura

Uma lista de 233 militares e policiais acusados de tortura durante o governo Ernesto Geisel (1974-1979), na ditadura militar, foi criticada por associações de militares.
A lista faz parte de um acervo de Luís Carlos Prestes (1898-1989), e estará na edição de janeiro da Revista de História da Biblioteca Nacional, editada pela Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
O vice-presidente do Clube Militar, general Clóvis Bandeira, disse que a publicação "não deixa dúvida de que lado está o órgão público".
"Isso cria uma situação de conflito gratuito, que já deveríamos ter superado há muito tempo", afirmou o presidente da Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Brasil, coronel Abelmídio Sá Ribas.

Exército vai adotar fuzil desenvolvido no Brasil


Exército vai adotar fuzil desenvolvido no Brasil
Tipo substitui belga usado desde 1964
LUIS KAWAGUTI
O Exército começará em 2012 a substituir seus fuzis FAL pelo modelo IA2, desenvolvido e fabricado no Brasil. A nova arma deve também equipar a Marinha, a Aeronáutica e as polícias militar e civil, além de ser exportado.
O FAL, de fabricação belga, é usado desde 1964, e boa parte das cerca de 150 mil unidades está velha e defasada.
"Em vez de substituir [os fuzis] por outros FAL, seria melhor ter uma arma mais moderna", disse o general Sinclair Mayer, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.
A opção mais barata seria comprar lotes de fuzis importados, como o americano AR-15 ou o russo Kalashnikov. Mas o Exército optou por desenvolver tecnologia própria, para não depender de suprimentos estrangeiros.
A Indústria de Material Bélico do Brasil, que fabrica tanto o FAL como o IA2, não divulga o valor do novo fuzil. Só diz que ele terá preço competitivo. Segundo Mayer, a indústria tem capacidade para produzir até 30 mil fuzis por ano em sua fábrica em Minas, mas o ritmo da substituição dependerá da verba liberada pelo Ministério da Defesa.

As Forças Armadas e a defesa da soberania



Neste fim de ano, fomos surpreendidos pela notícia de que o Brasil já é a sexta economia do mundo. Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve ultrapassar o do Reino Unido e, até 2015, poderá ultrapassar também o da França. Entretanto, nosso país ainda deve levar cerca de duas décadas, até atingir os níveis de desenvolvimento e renda per capita da Europa. 
É enorme a defasagem militar do Brasil, em relação aos demais países do Bric (Rússia, Índia e China). A dotação inicial do Ministério da Defesa, na Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2011, era de R$ 61,402 bilhões. Em valores atualizados até 24/12/2011, a dotação autorizada da pasta era de R$ 64,412 bilhões (R$ 52,469 bilhões pagos). Do mesmo modo, a função Defesa Nacional contava com R$ 33,958 bilhões autorizados (R$ 25,307 bilhões pagos). 
Em 22/12/2011, o Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União para 2012, prevendo um total de receitas de R$ 2,225 trilhões e um orçamento efetivo (retirando R$ 653 bilhões para refinanciar a dívida pública) de R$ 1,572 trilhão. Em 2012, está previsto um modesto aumento dos recursos destinados ao Ministério da Defesa. 
Na proposta do Executivo para 2012 (Projeto de Lei 028/2011-CN), a dotação inicial da pasta da Defesa seria de R$ 63,707 bilhões. No substitutivo encaminhado à votação, foi de R$ 64,852 bilhões, dos quais R$ 17,189 bilhões destinados a custeio e investimentos e R$ 47,663 bilhões a despesas de pessoal e encargos financeiros. O substitutivo destinou à função Defesa Nacional R$ 34,213 bilhões. 
O texto aprovado pelo Congresso deve ser submetido à sanção presidencial, antes de se transformar em lei. Em 2012, o contingenciamento de recursos no Orçamento da União deve totalizar cerca R$ 20 bilhões.. Como este orçamento, no Brasil, não tem caráter impositivo, acaba se transformando num mero "protocolo de intenções" - o qual não reflete as reais prioridades dos investimentos públicos. 
O orçamento não impositivo dificulta a renovação dos meios das Forças Armadas com recursos ordinários - tornando necessário empregar recursos extra-orçamentários, tais como financiamentos ou empréstimos oriundos do exterior. Por não terem percentual constitucional mínimo, os recursos destinados às Forças Armadas constituem "alvo preferencial" para cortes e contingenciamentos. 
A inclusão de um dispositivo na LOA que excluísse de contingenciamento os projetos considerados essenciais para a Defesa Nacional não conta com apoio da área econômica do governo. Na avaliação dos técnicos dessa área, uma redução da base das despesas contingenciáveis "engessaria" ainda mais o Orçamento da União. 
Ao estabelecerem níveis mínimos de gastos com saúde, educação e outros encargos - além de transferências obrigatórias de recursos da arrecadação para estados e municípios - os constituintes de 1988 parecem não ter levado em conta o os efeitos progressivos do crescimento do PIB. No futuro, isso poderia gerar uma concentração excessiva dos recursos orçamentários. 
O Plano de Articulação e Equipamento da Defesa (Paed), formalizado pela Portaria 3.907/MD, de 19/12/2011, deverá consolidar os programas prioritários das três forças singulares para o período 2012-2031. A elaboração da proposta está confiada a um Grupo de Trabalho coordenado pelo chefe do Estado-Maior de Defesa (EMCFA), devendo ser apresentada ao ministro da Defesa até 31/5/2012. 
O Paed abrangerá um período de 20 anos, incluindo metas de curto (2012-15), médio (2016-23) e longo prazo (2024-31), e deverá ser levado à chancela presidencial ainda em 2012. Será integrado por mais de mil programas (em fase de definição ou já iniciados) - incluindo da obtenção ou modernização de equipamentos à construção de bases e instalações para as três forças singulares. 
Os novos meios e equipamentos deverão ser produzidos no Brasil, com participação de empresas nacionais. Os contratos com empresas fornecedoras estrangeiras deverão incluir cláusulas de compensação industrial, comercial e tecnológica (prática conhecida como offset) e de transferência de tecnologia. Serão evitadas as "compras de oportunidade" de meios de segunda mão no exterior. 
A questão dos recursos humanos para a Defesa Nacional é de máxima importância. Nos últimos anos, a insatisfação com a carreira vem resultando num êxodo prematuro para a reserva. O Ministério da Defesa e os comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica estão elaborando uma nova política de remuneração para os militares - cujo objetivo será atrair e reter profissionais qualificados, estimulando sua permanência no serviço ativo. 
Os ultranacionalistas crêem que o atual quadro de sucateamento de nossas Forças Armadas faz parte de um plano bem orquestrado de entrega da nação, facilitado pela submissão ou omissão de seus dirigentes. Não é preciso chegar a tanto, mas a manutenção de baixos níveis de investimento em Defesa - em contraste com os objetivos cada vez mais ambiciosos da política externa brasileira - denota certa "esquizofrenia estratégica". 
As relações internacionais pressupõem a existência de Estados - isto é, de comunidades políticas independentes, dotadas de governo, as quais afirmam sua soberania sobre um território e uma população. Além desta "soberania interna", os Estados possuem também "soberania externa" - cuja manutenção requer Forças Armadas equipadas e adestradas. 
O Brasil tem insistido em ser, ao mesmo tempo, um "anão" político-militar e um "gigante" territorial, demográfico, econômico e cultural. Em futuro breve, porém, terá que optar entre ampliar seus investimentos na área de defesa - alinhando-os com a dimensão geopolítica e os objetivos de uma potência mundial - ou resignar-se em ocupar posição periférica no mundo. 

Eduardo Italo Pesce 
Especialista em Relações Internacionais, professor no Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e colaborador permanente do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Escola de Guerra Naval (Cepe/EGN).

Militar que assumiu relação gay pede aposentadoria do Exército


Militar que assumiu relação gay pede aposentadoria do Exército

Ele fez pedido com base em laudo que o julga 'incapaz' para serviço militar.
Laci de Araújo vive há 13 anos com outro sargento do Exército, em Brasília.

Iara LemosDo G1, em Brasília
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Fernando Alcântara de Figueiredo e Laci Araújo, no apartamento onde moram, em Brasília. (Foto: Iara Lemos/G1)Fernando Alcântara de Figueiredo (esq.) e Laci
Araújo, no apartamento onde moram, em Brasília
(Foto: Iara Lemos/G1)
O segundo-sargento Laci Marinho de Araújo, 39 anos, que ficou conhecido por ter assumido a condição de homossexual e por manter uma relação estável de 13 anos com outro militar, ingressou nesta quinta-feira (29) com pedido de aposentadoria do Exército.
Araújo deu entrada no pedido com base em uma "ata de inspeção de saúde" do próprio Exército, na qual é considerado “incapaz definitivamente" para o serviço militar.
Segundo a assessoria do Comando Militar do Planalto, depois da tramitação do pedido, a aposentadoria do militar pode ser publicada em até 60 dias no "Diário Oficial da União".
A história de Araújo e do companheiro dele, Fernando Alcântara de Figueiredo, 38 anos, também segundo-sargento, foi revelada pela revista "Época", em maio de 2008. Na ocasião, ele já estava afastado do Exército por problemas de saúde.
Araújo chegou a ser preso, acusado de deserção (abandono) do serviço militar. Durante esse período, sofreu com crises de depressão. Araújo e Figueiredo argumentam que as crises foram agravadas, em parte, pelo preconceito que dizem ter sofrido em razão da relação homossexual. A assessoria do Comando Militar do Planalto informou que não se manifestaria sobre essa afirmação.
O laudo que permitiu ao militar pedir a aposentadoria afirma que Araújo tem “transtornos mentais”, "disfunção cerebral", “transtorno misto ansioso e depressivo”, "epilepsia" e "outras reações ao estresse grave".
O laudo, assinado por três militares, não o considera “inválido”. Por esse motivo, a aposentadoria, segundo Araújo, deve ser concedida de forma proporcional pelo Exército, de acordo com o tempo de serviço.
“Para mim, é uma imposição que eles [militares] estão fazendo. Vou me aposentar, mas ganhando menos do que eu recebo hoje. É como se eles quisessem se livrar de mim”, disse o militar ao G1.
Nascido no Espírito Santo, Araújo entrou na carreira militar há 18 anos por meio do curso preparatório para sargentos do Exército. Chegou a Brasília em 1995, e logo conheceu Figueiredo.
Fernando Alcântara de Figueiredo e Laci Araújo (Foto: Iara Lemos/G1)Fernando Alcântara de Figueiredo e Laci Araújo
(Foto: Iara Lemos/G1)
A relação entre os dois começou em 1997, e, desde então, os militares dividem o mesmo apartamento, de propriedade do Exército, na Asa Norte, em Brasília.
Quando a aposentadoria de Araújo for publicada, o casal terá de deixar o apartamento. Eles já receberam convites para morar em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas admitem interesse em permanecer em Brasília.
“A nossa vida está aqui, mas o apartamento é de minha responsabilidade no Exército. Vamos ter de buscar outro lugar para morar, e com um salário menor” , disse Araújo.
Companheiro de Araújo, Alcântara também diz enfrentar resistências no Exército. Desde 2008, quando Araújo foi preso, Alcântara pediu licença do serviço militar.
Afastado dos trabalhos e sem receber remuneração, o sargento é responsável pelo Instituto Ser, que atende casos de militares vítimas de preconceito no meio militar. Embora ainda possa ser convocado pelo Exército, Alcântara não acredita que um dia possa voltar.
“Eu sinto que é como se eles [Exército] não merecessem minha presença. Por que pelo fato de eu ser homossexual meu sangue tem menos importância para eles que o de um heterossexual?", questiona o militar.

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