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O projeto Excelências traz informações sobre todos os parlamentares em exercício nas Casas legislativas das esferas federal e estadual, e mais os membros das Câmaras Municipais das capitais brasileiras, num total de 2368 políticos. Os dados são extraídos de fontes públicas (as próprias Casas legislativas, o Tribunal Superior Eleitoral, tribunais estaduais e superiores, tribunais de contas e outras) e de outros projetos mantidos pela Transparência Brasil, como o (financiamento eleitoral) e o (noticiário sobre corrupção).

O projeto disponibiliza espaço para que os políticos retratados apresentem argumentos ou justificativas referentes a informações divulgados no projeto, como noticiário que os envolva, ocorrências na Justiça e Tribunais de Contas, informações patrimoniais e outras. Para providenciar o registro de algum eventual comentário, solicita-se que o político entre em contacto com a Transparência Brasil.

domingo, 31 de julho de 2011

Raio atinge Cindacta 2 e voos são suspensos por 40 minutos


O Centro Integrado 2 monitora voos da região sul, parte do MS e parte de SP.
Sistema já voltou a operar normalmente.

Fernando CastroDo G1 PR
Voos foram suspensos por 40 minutos na manhã deste domingo (31) (Foto: Heuler Andrey/AE)Voos foram suspensos por 40 minutos na manhã
deste domingo (31) (Foto: Heuler Andrey/AE)
Um problema nas frequências de comunicação do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 2) fez com que todas as decolagens dos aeroportos monitorados pelo Centro fossem suspensas por 40 minutos, na manhã deste domingo (31). O problema foi ocasionado por um raio, que atingiu o equipamento utilizado para os controladores aéreos conversarem com os pilotos, na sede principal do Cindacta 2, no aeroporto do Bacacheri, em Curitiba.
O Cindacta 2 é responsável por monitorar os voos dos aeroportos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, além de partes do Mato Grosso do Sul, e da região Sul e Oeste do estado de São Paulo.
O tenente da Força Aérea Brasileira, Humberto Leite, informou ao G1 que o problema começou por volta das 10h50. Os voos que partiriam da região do Cindacta 2, e os que decolariam para lá foram imediatamente cancelados. “Quando teve essa falha, todos os aviões que estavam voando prosseguiram e pousaram”, explicou Leite. Durante a pane, o monitoramento dos voos em andamento foi feito pelo Centro de Navegação Aérea do Rio de Janeiro.
Leite informou que por volta das 11h30 o problema começou a ser resolvido de maneira gradual, sendo o sistema reestabelecido completamente às 14h45.

Conheça o nosso poder belico

Fragatas e navios da Marinha 








Helicópteros e Aviões da Força Aérea Brasileira-FAB



Exercito Brasileiro,  poder de fogo do Brasil








FAB recebe avião de patrulha modernizado

FAB recebe avião de patrulha modernizado
Roberto Godoy
O Comando da Aeronáutica recebe na Espanha, ao longo desta semana, o primeiro avião de patrulha marítima P-3AM modernizado. O grupo de técnicos e pilotos da Força aérea Brasileira (FAB) trabalha na Airbus Military, integrante do grupo EADS, contratada para revitalizar 9 aeronaves de um lote de 12. A empresa europeia fornece o novo sistema eletrônico, digital.
O valor do programa é estimado em US$ 500 milhões, cerca de R$ 1,3 bilhão pela cotação média do dólar em abril de 2005, quando o financiamento foi formalizado.
O pacote total envolve 12 aeronaves. Nove serão operacionais e as outras três, utilizadas como reservas de peças e componentes. Há uma boa razão para isso. Os P-3 foram fabricados pela americana Lockheed entre os anos de 1964 e 1965. Há uma certa dificuldade em obter material de reposição.
Os aviões vão ficar em Salvador, operados pelo 1.º/7.º Grupo de Aviação - Esquadrão Orungan. Os especialistas em aviação de patrulha da FAB poderão levar a observação oceânica até o limite da África, expandindo consideravelmente a capacidade de busca e resgate.
A Força considera a possibilidade de submeter a um programa de atualização tecnológica a frota de 20 bimotores P-95A/B, o Bandeirulha, versão de vigilância do mar montada sobre o velho Bandeirante, primeiro modelo produzido pela Embraer, em São José dos Campos.
A FAB comprou 22 unidades do tipo em dois lotes. Com 2,7 mil km de raio de ação e radares que, embora eficientes, não apresentam bom desempenho fora das missões de observação, o P-95A/B pode ser habilitado para cumprir tarefas específicas suplementares de inteligência e de coleta de informações.

Venda de terras rende R$ 114,4 mi a militares

Venda de terras rende R$ 114,4 mi a militares

As vendas e permutas de terrenos se tornaram uma das principais fontes de renda do exército.
Nos últimos quatro anos foram arrecadados R$ 114,4 milhões na alienação de imóveis, segundo a corporação. Parte da receita é usada no plano de reestruturação do exército, que tem como objetivo ampliar a ocupação das fronteiras e "pontos sensíveis", como a Amazônia.
Em nota, o exército informa que "a alienação de bens imóveis como meio complementar financeiro" é permitida por lei.


Jobim continua na corda bamba


Ministro, que declarou ter votado na eleição do ano passado em José Serra (PSDB), de quem é amigo pessoal, ainda corre o risco de ser demitido. Bom relacionamento com militares, no entanto, pode favorecê-lo
Paulo de Tarso Lyra
A situação do ministro da Defesa Nelson Jobim no governo permanece indefinida. Jobim sabe que a declaração explícita de voto em José Serra causou enorme constrangimento no Palácio do Planalto, mas jura que não está demissionário ou que tenha dado a declaração para provocar alguma crise política. Pessoas próximas ao ministro acreditam que a defesa veemente feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que "Jobim virou ministro por sua competência, não pela opção de voto", poderia diminuir a tensão com a presidente. Mas Dilma continua incomodada, cumprimentou o ministro com frieza durante cerimônia em Brasília e não será surpresa, segundo interlocutores, se ela sacramentar a demissão do titular da Defesa.
A decisão não está tomada. Ao contrário das especulações, Jobim e Dilma não conversaram ontem. A presidente foi ao Rio participar do sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014. Até o momento, não existe qualquer previsão de um encontro de ambos ao longo deste domingo. Jobim mantém a agenda de trabalho da semana, que inclui uma entrevista ao programa Roda viva da TV Cultura, onde o tema, inevitavelmente, virá à tona novamente.
Jobim tem dito a companheiros de ministério não entender o tamanho do problema causado pelas suas recentes declarações. Lembrou, inclusive, que já tinha manifestado opinião semelhante no ano passado, durante reunião ministerial. Avisou ao então presidente Lula que não poderia fazer campanha explícita a favor da petista Dilma Rousseff por sua ligação muito próxima com o tucano José Serra. O ex-governador de São Paulo foi padrinho de casamento de Jobim e Adriana e os dois chegaram a dividir apartamento durante um tempo.
Defensores do ministro da Defesa lembram, contudo, que Jobim, por seu estilo "outsider", coleciona admiradores e desafetos em sua trajetória pessoal. Ao mesmo tempo em que transita com liberdade em todas as correntes do PMDB, em momentos de impasse tem poucos pemedebistas dispostos a lhe dar sustentação. No partido, ele não é unanimidade. No PT, muito menos. E o principal posto político do país é ocupado por alguém pouco maleável a divergências políticas e de opinião.
Há quase um mês, Jobim já havia proferido uma frase que soou de mau gosto para o PT e para o governo. Durante a celebração dos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — de quem foi ministro da Justiça —, Jobim enalteceu as qualidades do tucano e aproveitou para citar Nélson Rodrigues: "Antes, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos mas, hoje, os idiotas perderam a modéstia". Mais um tumulto nas hostes petistas.
Há duas semanas, durante coquetel oferecido pela presidente Dilma aos aliados para marcar o encerramento do primeiro semestre legislativo, Jobim não estava entre os ministros presentes. Na ocasião, a presidente elogiou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e o vice-presidente, Michel Temer. Aproveitou para destacar a missão dada ao vice. "Ele vai coordenar, ao lado do ministro da Justiça, o Plano de vigilância das fronteiras e manter um diálogo muito próximo com as Forças armadas". Para um interlocutor da presidente, Dilma poderia repetir a mesma fórmula adotada por Lula em determinado momento de seu governo, quando o vice-presidente José Alencar acumulou os cargos de ministro da Defesa e vice-presidente da República.
Caso a presidente não opte por esse caminho — Temer rechaça veementemente essa alternativa — Dilma terá dificuldades para demitir Jobim. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal foi, indiscutivelmente, o melhor titular da pasta da Defesa. Conseguiu o respeito dos comandantes das Forças armadas e conduz um plano de reestruturação do setor desde que assumiu o cargo, em 2007.
Mas ao longo do governo Dilma, Jobim foi perdendo espaço. A presidente adiou a decisão sobre a escolha dos caças Rafale e o ex-presidente do STF foi afastado gradualmente do papel de interlocutor junto ao Judiciário, fatos que provocaram desconforto no ministro.

Presidente constrange Jobim e cogita substituição

A presidente Dilma Rousseff constrangeu ontem o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao tratá-lo de forma protocolar durante evento oficial no Palácio do Planalto.

Ela avalia a possibilidade de demiti-lo da pasta após Jobim declarar publicamente à Folhae ao UOL ter votado no tucano José Serra na eleição presidencial de 2010.
Dilma ficou irritada com a declaração. Cogitou demitir Jobim, mas preferiu não fazer isso já. No governo avalia-se que, se o ministro tivesse pedido demissão, ela teria aceito na hora.
Ontem, em um evento no Planalto, Dilma tratou o auxiliar com frieza ostensiva. Não o citou no discurso, como é praxe. O cumprimento entre ambos foi protocolar.
Dilma já sabia da opção eleitoral do ministro por Serra desde o ano passado. Ainda assim, decidiu reconduzi-lo ao cargo por influência de Lula. Pesou a favor de Jobim seu reconhecimento no meio militar e seu trabalho para institucionalizar o Ministério da Defesa, criado há 12 anos.
Sérgio Lima - 26.jul.2011/Folhapress
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, concede entrevista para a TV Folha e para o UOL
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, concede entrevista para a TV Folha e para o UOL
Ministro de Lula e Fernando Henrique, Jobim perdeu espaço sob Dilma. Deixou de ser mediador em negociações com o mundo jurídico e não conseguiu concluir a compra dos caças Rafale.
O próprio Jobim confidenciou a amigos que não ficará por muito tempo no posto. A recente polêmica, porém, pode precipitar sua saída.
Além de revelar o voto em Serra, o ministro afirmou que o tucano teria tomado as mesmas atitudes de Dilma se tivesse vencido a eleição.
Essa foi a segunda controvérsia a incomodar o Planalto. Em junho, numa homenagem a FHC, o ministro havia dado declaração ambígua: "Os idiotas perderam a modéstia". Isso foi interpretado como uma referência à atual gestão. Ele negou.
O Planalto registrou que Jobim revelou o voto em Serra na terça de manhã mas não antecipou a declaração, que seria publicada no dia seguinte, na reunião que teve com Dilma naquele dia. Ontem, integrantes do alto escalão tratavam da demissão sem cerimônia. Dilma chegou a ouvir de diversos interlocutores que o melhor seria demiti-lo de imediato.
Na segunda, o ministro dará entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura.


FOLHA.COM

Comandante do Exército vira alvo de investigação

Comandante do Exército vira alvo de investigação

O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e mais sete generais viraram alvo de investigação da Procuradoria-Geral de Justiça Militar sob suspeita de participação em fraudes em obras executadas pelo Exército.Os oficiais comandaram o DEC (Departamento de Engenharia e Construção) e o IME (Instituto Militar de Engenharia) entre 2004 e 2009, período em que o Exército firmou vários convênios com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para realizar obras em rodovias.
Um grupo de engenheiros e contadores chefiados pela promotora Ione de Souza Cruz, do Ministério Público Militar, apontou indícios de fraude em 88 licitações feitas pelo Exército para executar obras do Ministério dos Transportes e apontou desvios de recursos públicos no valor de R$ 11 milhões.
Em nota, o Centro de Comunicação do Exército afirmou que não tem conhecimento da investigação e que "não cabe à Força e nem aos militares citados emitir qualquer tipo de posicionamento sobre o assunto".

sábado, 30 de julho de 2011

Lula reencontra militares e defende Jobim

Rio de Janeiro – Diante de um auditório lotado por autoridades civis e militares, além de oficiais das três forças armadas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva travou na sexta-feira (29) seu primeiro contato oficial com as lideranças militares do país desde que deixou o posto máximo da República, há sete meses. Acompanhado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelos três ministros militares - general Enzo Peri (Exército), almirante Júlio de Moura Neto (Marinha) e brigadeiro Juniti Saito (Aeronáutica) -, Lula foi recebido na Escola Superior de Guerra (ESG) em ambiente amistoso, fez diversas menções elogiosas às Forças Armadas e teve sua palestra, sobre “o Brasil do futuro”, diversas vezes interrompida por aplausos.
Alvo de todas as atenções por conta da polêmica amplificada nos últimos dias pela grande imprensa após ter declarado voto no tucano José Serra nas últimas eleições presidenciais, o ministro Jobim não tocou no assunto, mas teve em Lula um defensor. Na saída da palestra, quando indagado se o episódio causaria mal-estar entre o ministro e a presidente Dilma Rousseff, Lula retrucou: “E quem disse que a gente tem que governar só com quem vota na gente? Um presidente tem que governar com os melhores. A gente não pode fazer política achando que quem não votou na gente é pior do que quem votou”.
Provocado por jornalistas que perguntaram se o apoio a Jobim poderia contrariar a presidenta Dilma, que estaria incomodada com o ministro da Defesa, Lula respondeu com uma crítica à oposição: “Antes das eleições, diziam que a Dilma era um poste, não tinha experiência, não fazia política, etc. Depois que ela ganhou, eles se autodeterminaram amigos dela. E eu, inimigo. É claro que eu e Dilma somos diferentes, mas vocês sabem onde nós somos iguais? Somos iguais na afinidade ideológica e no compromisso programático com o desenvolvimento do nosso país. Não adianta tentarem criar intriga entre nós, porque no dia em que eu tiver uma divergência com a Dilma, ela estará certa”.
Minutos antes, durante a palestra, Lula já havia elogiado Jobim, a quem se referiu como companheiro pela condução do processo de elaboração da Estratégia Nacional de Defesa, aprovada durante seu governo. O clima entre os interlocutores era ameno, e o primeiro afago de Lula na platéia majoritariamente militar veio com um elogio ao ex-presidente Ernesto Geisel, penúltimo presidente-general durante a ditadura, “por sua ousadia ao investir em infraestrutura durante os anos setenta”. Lula, entretanto, observou que foi exatamente nesta época que a dívida externa brasileira em dólar cresceu consideravelmente.
Dirigindo-se ao comandante da Marinha, Lula lembrou que a indústria naval brasileira chegou a ser a segunda maior do mundo, mas foi sucateada no período neoliberal: “Em 2002, quando fui eleito, a indústria naval brasileira, que chegou a ter 50 mil trabalhadores nos anos setenta, tinha somente 1,9 mil trabalhadores. Travamos uma luta política para provar que era possível recuperar a indústria naval e, oito anos depois, voltamos a ter mais de 50 mil trabalhadores atuando em estaleiros espalhados por diversos estados do Brasil”, disse.
O ex-presidente reafirmou que o fortalecimento das Forças Armadas é um aspecto fundamental dentro do projeto político trilhado pelo Brasil nesses últimos oito anos e meio: “Quando eu cheguei no governo, o Batalhão de Engenharia do nosso Exército não tinha sequer uma betoneira. Hoje, está tão preparado que algumas empreiteiras já estão com medo. Os submarinos da Marinha e os helicópteros da Aeronáutica também estão perto de virar realidade. A gente não quer as Forças Armadas fazendo política, mas também não as quer subalternas e desacreditadas. Queremos Forças Armadas bem treinadas, preparadas, equipadas e respeitadas”.
Lula citou os desafios que, segundo ele, as Forças Armadas brasileiras têm pela frente. “O Brasil quer construir a paz na América do Sul, onde temos 16 mil quilômetros de fronteiras. Somos um país que hoje tem preocupação com a Amazônia, com seus oito mil quilômetros de costa marítima, que acaba de descobrir o pré-sal e quer defender a biodiversidade existente em nosso território. Por isso, a Estratégia Nacional de Defesa é extremamente importante para o Brasil que queremos criar para amanhã e depois de amanhã. É um modelo que queremos deixar para os nossos filhos”, disse.

Nova ordem, novos parceiros

 As mudanças na política externa brasileira foram também abordadas por Lula na conversa com os militares: “Este país conquistou auto-estima e respeitabilidade, e não quer mais ser inferior a ninguém”. Lula citou um momento marcante de seu início de governo, quando foi ao Fórum Social Mundial em Porto Alegre e de lá saiu diretamente para o Fórum de Davos, como definidor de uma mudança de postura do Brasil. “Pude fazer o mesmo discurso nos dois lugares. Pude falar da fome com a mesma clareza que falei em Porto Alegre, mesmo sabendo que Davos não é lugar para falar de fome, pois todo mundo está de barriga cheia”.
“Naquele momento, vi que tínhamos que mudar a geografia política, econômica e comercial do mundo. Não é possível que os mesmos países que já detinham o poder e a hegemonia das decisões no pós-guerra continuem a ter a mesma atitude até hoje sem levar em conta que, do ponto de vista econômico e do ponto de vista político, o mundo mudou”, continuou o ex-presidente, antes de defender a reforma do Conselho de Segurança da ONU. “As forças não são mais como eram em 1945, existem outros atores que querem jogar, querem participar, e não estão mais dispostos a serem apenas meros espectadores”, disse.
O novo período que o Brasil quer ver iniciado nas relações multilaterais, segundo Lula, passa necessariamente por uma nova ordem nas relações comerciais do país. “Quando chegamos ao governo, as exportações e importações do Brasil com a África eram de apenas US$ 5 bilhões, e em 2011 chegaremos aos US$ 20 bilhões em comércio com os países africanos. Com a América do Sul, tínhamos um comércio de apenas US$ 15 bilhões, e hoje chegamos a US$ 83 bilhões. Com a Ásia, tínhamos um comércio de US$ 16 bilhões e hoje temos um comércio de USS 112 bilhões”.
 O ex-presidente falou especificamente da relação com os países ricos: “Qual a explicação para um país do tamanho do Brasil ficar tão dependente em suas relações econômicas dos Estados Unidos e da Europa? Por quê não procurar estabelecer novas parcerias? Fui muito criticado ao comprar uma briga para acabar com a Alca. Nós não queríamos a Alca porque não era um modelo de integração latino-americano. Era, na verdade, a tentativa de fazer um grande acordo entre os EUA e o Brasil, as duas maiores economias do continente. Não estava prevista na Alca nenhuma benevolência para ajudar os países mais pobres como aconteceu na União Européia. Apanhamos muito, mas vencemos e fortalecemos o Mercosul”

Procuradoria da Justiça Militar já denunciou ao menos 49 pessoas por desacato ou ameaça às tropas militares que ocupam os complexos do Alemão e da Penha

Morador para militar: “Você só se acha homem com essa farda, vem na mão”

Procuradoria da Justiça Militar já denunciou ao menos 49 pessoas por desacato ou ameaça às tropas militares que ocupam os complexos do Alemão e da Penha
Mario Hugo Monken

"Vocês só fazem essa p... porque estão fardados. Tira essa p... daí, quero ver tirar essa p... e vem pra cá. Você só se acha homem com essa farda, vem na mão. Quem é você para me dar ordem?".
As frases acima são de um morador do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, ao ser revistado por integrantes da Força de Pacificação do Exército no dia 6 de junho. Desde dezembro, os militares ocupam o conjunto de comunidades do Alemão e da Penha.
Conforme o iG revelou no último dia 11, a Procuradoria da Justiça Militar vem recebendo informações de que moradores do Alemão têm reagido com violência às abordagens dos militares e supostamente fariam ameaças a eles. Há relatos de agressões e xingamentos. E para conter a população, as tropas reagem com tiros de munições não-letais e o uso de spray de pimenta.
Essas reações às abordagens já fizeram com que a Procuradoria denunciasse ao menos 49 pessoas por delitos como desacato, resistência, ameaça ou desobediência aos militares, segundo um levantamento feito pelo iG no site do Superior Tribunal Militar (STM). Esses crimes constam no Código de Processo Penal Militar (CPPM).
Apenas um dos 49 denunciados permaneceu na cadeia. Os demais receberam o benefício de liberdade provisória.
Somando os denunciados e os que ainda não foram denunciados, ao menos 80 pessoas foram presas pela Força de Pacificação suspeitas de cometerem crimes previstos pelo CPPM. Há inquéritos em andamento.
O iG teve acesso, junto ao Ministério Público Militar, a trechos de algumas denúncias que mostram a reação dos moradores quando são abordados e as supostas ameaças aos militares. A Procuradoria não forneceu os nomes dos acusados.
No domingo (24), durante uma revista no Complexo do Alemão, houve uma discussão entre moradores e integrantes da tropa. Durante o bate-boca, garrafas, pedras e pedaços de pau foram arremessadas em direção do militar, que revidou com tiros de munição não-letal.
O disparo acabou atingindo o olho de um morador que estava na confusão. Ele foi identificado como Wanderlan dos Santos Silva. Ele está internado e corre o risco de perder a visão, segundo informações da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O Exército abriu inquérito para apurar o caso e afastou do patrulhamento os oito militares envolvidos no episódio.
Morador tentou tomar fuzil de militar, relata denúncia
Uma denúncia descreve um fato ocorrido no dia 17 de abril. Nesta data, integrantes da Força de Pacificação estavam parados na Praça São Lucas, na favela Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Segundo a Procuradoria Militar, um grupo de 17 pessoas apareceu e começou a provocar os militares.
“Seus periquitos. Vocês não têm p... nenhuma para fazer aqui”.
Na ocasião, um morador tentou usar um banheiro de uso exclusivo dos militares. No entanto, foi proibido pela tropa, que alegou que havia outros destinados à comunidade. O morador, então, se revoltou. Chutou o banheiro e, na companhia de mais sete, gritou: “Seus filhos da p..., quem manda aqui é o trem bala, essa p... é pública, a gente vai usar o banheiro de qualquer jeito”.
Durante a confusão, uma das pessoas tentou pegar o fuzil de um dos militares e disse: “Larga e vem na mão, o bonde do trem bala vai voltar. Quem manda aqui é o Comando Vermelho. A gente vai pegar vocês fora daqui, abre o olho”.
Na mesma situação, uma moradora teria incitado a população a agredir os militares: “Taca pau, pedra nestes periquitos do governo”. Os militares, então, pediram reforço. Eles reconheceram algumas pessoas que participaram da confusão e deram voz de prisão. O caso resultou em denúncia por desacato contra quatro moradores.
“Me leva preso que eu quero ver”
Autos obtidos no Ministério Público Militar indicam que, no dia 25 de junho, os militares pararam um homem que dirigia sem habilitação e documentação do carro. Assim que foi abordado, o morador disparou contra os integrantes do Exército.
"Não estou nem aí porque vocês não podem me prender mesmo, seus filhos da p... Então me prende, me leva preso que eu quero ver", disse o morador, que foi denunciado por desacato.
Outra denúncia informa que, no dia 27 de junho, os militares revistaram pessoas que jogavam cartas na região das Casinhas. Um morador não quis ser vistoriado e não aceitou botar as mãos na parede. Ele chegou a colocar a mão debaixo da cintura. Pensando que o morador estivesse armado em razão do gesto, o militar acionou o spray de pimenta.
Segundo a denúncia, o militar foi empurrado e insultado pelo morador. "Eu não vou não. Você vai tomar no c... Vai se f... Você não tem autoridade para isso. Sou trabalhador, não preciso disso".
“Vou pegar um a um na porrada”
O iG também teve acesso à denúncia sobre um fato que ocorreu em 7 de maio. Na ocasião, após ser abordado no largo do Terço, na comunidade Nova Brasília, um morador negou-se a ser revistado e ameaçou os militares. “Vou pegar um a um de porrada”.
A Procuradoria também denunciou dois moradores por outro caso que aconteceu no mesmo dia. Na ocasião, eles estavam na rua 12, na Vila Cruzeiro. Um deles estava com drogas e se negou a ser revistado. Além de xingar os militares e tentar agredi-los, o suspeito ainda fez ameaças. "Isso não é para sempre não, na rua você (militar) anda à paisana". 

Morador do Alemão deu um chute no peito de militar, diz denúncia

Suspeitos usaram enxada, tijolo e até blocos de cimento para atacar tropas do Exército
As denúncias feitas pelo Ministério Público Militar contra moradores dos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, revelam que eles também chegaram a agredir fisicamente as tropas da Força de Pacificação e usaram objetos como enxada, tijolo e até blocos de cimento para atacar as tropas do Exército.
Segundo um levantamento feito pelo iG no site do Superior Tribunal Militar (STM), ao menos 49 pessoas foram denunciadas pela Procuradoria Militar pelos crimes de desacato, desobediência, resistência ou ameaça aos integrantes da Força de Pacificação do Exército, crimes previstos no Código de Processo Penal Militar (CPPM).
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No dia 8 de junho, uma patrulha do 37º Batalhão de Infantaria Leve abordou quatro suspeitos de tráfico de drogas em um bar. Um dos revistados se negou a colocar as mãos na parede, puxou do bolso o telefone celular e a carteira de identidade. Disse que era trabalhador e que iria chamar o seu advogado. Os militares pediram para que ele desligasse o aparelho.
O morador chamou outras pessoas para ajudá-lo. Segundo a denúncia, quando era levado para dentro da viatura, o suspeito deu um chute no peito de um dos militares e subiu no teto do carro do Exército. A tropa, então, teve que intervir. Um spray de pimenta foi usado e um tiro de bala de borracha foi disparado e atingiu o homem na perna. Ele acabou recebendo voz de prisão.
No dia 18 de maio, um morador desacatou militares na Praça São Lucas, na Vila Cruzeiro. Consta na denúncia que a tropa ordenou que ele parasse. No entanto, o mesmo reagiu e pegou uma enxada para agredir os integrantes do Exército.
Um dos militares, então, acionou sua arma com munição não letal. De acordo com a denúncia, o morador largou a enxada, pegou dois blocos de cimento e atirou um deles na direção da tropa, atingindo um militar. Foi dada voz de prisão ao suspeito que, mesmo assim, teria dado chutes nos integrantes do Exército e ainda tentou tomar um fuzil.
Tentativa de atropelamento
No dia 15 de janeiro, militares patrulhavam a Estrada Vicente de Carvalho, perto da casa de shows Olimpo, quando foram desacatados por transeuntes que, segundo consta em denúncia da Procuradoria da Justiça Militar, estavam obstruindo a passagem da viatura.
A tropa insistiu para que eles deixassem o local, mas os suspeitos se recusaram. Além de terem xingado os militares, um deles ameaçou arremessar um tijolo nos integrantes do Exército. Um militar, então, reagiu e atirou spray de pimenta para contê-lo.
Em outro caso ocorrido no dia 22 de abril e que resultou em denúncia, os militares faziam patrulhamento na esquina das ruas Joaquim de Queirós com Bulhufa, no Alemão, e pediram para que um motociclista parasse. Ele estava com duas pessoas na garupa. Consta nos autos que ele furou o bloqueio e jogou a motocicleta na direção de um militar na tentativa de atropelá-lo.
O suspeito foi perseguido e acabou derrapando com a moto. Foi detido e autuado por constrangimento ilegal e desafio para duelo.
Militar foi agarrado e jogado no chão
No dia 19 de junho, na Rua Aristóteles Ferreira, na comunidade Nova Brasília, no Alemão, militares pediram para que um morador parasse para ser revistado. Consta na denúncia que ele se negou e gritou: "Vocês não têm direito, vocês não mandam em mim".
A tropa tentou imobilizá-lo, mas o morador reagiu. Os autos revelam que, ao receber voz de prisão, ele empurrou um militar. Quando era colocado dentro da viatura, o suspeito agarrou um integrante do Exército, o derrubou no chão e tentou fugir. Os militares tiveram que usar spray de pimenta e munições não-letais para contê-lo.

Promotor sugere triagem da atuação da força militar no Complexo do Alemão

Exército ficaria responsável pelos casos complexos, e os desvios de conduta, inerentes ao cotidiano de uma comunidade, ficariam com as polícias Civil e Militar
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Para promotores e procuradores da Procuradoria da Justiça Militar no Rio, a presença permanente de militares, as abordagens e as revistas geram, muitas vezes, o descontentamento de parte dos moradores dos complexos do Alemão e da Penha, que consideram as ações da Força de Pacificação uma restrição à liberdade. Para eles, o resultado dessa insatisfação foram os enfrentamentos, que resultaram em denúncias.
O promotor Luciano Gorrilhas sugeriu que fosse feita a triagem da atuação da Força de Pacificação. Para ele, o Exército deveria ficar responsável pelos casos mais complexos, e os desvios de conduta, inerentes ao cotidiano de uma comunidade, ficariam a cargo da Polícia Militar e da Polícia Civil. Assim, na sua opinião, seriam evitados possíveis abusos de autoridade por parte dos militares das Forças Armadas, treinados para situações de confronto e não para o trato cotidiano com comunidades.
O Comando Militar do Leste (CML), representação do Exército no Estado do Rio, informou que não recebeu qualquer notificação da Justiça a respeito de ações ou conduta irregulares dos militares durante abordagens de moradores dos complexos do Alemão e da Penha.
Segundo o órgão, as ações realizadas pela Força de Pacificação estão ocorrendo no estrito cumprimento da missão de manutenção da ordem pública e de pacificação da região, conforme determinado na Diretriz Ministerial 15/2010, de 4 de dezembro. Por esta diretriz, a Força desenvolve ações de patrulhamento ostensivo, revistas e eventuais prisões em flagrante.
O efetivo da tropa é de 1.700 homens. Segundo declarações do ministro da Justiça, Nelson Jobim, em maio, o Exército começará a deixar as comunidades ainda este ano quando se iniciará a implantação de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras) nas comunidades. 

"Tráfico incita população contra o Exército", diz comandante

General que comanda tropas nos complexos do Alemão e da Penha diz que traficantes remanescentes querem desmoralizar a tropa
Em entrevista ao iG, o comandante da Força de Pacificação do Exército, general Carlos Sarmento, afirmou que as reações violentas dos moradores dos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, durante as abordagens dos militares são, em grande parte, orquestradas por traficantes que permaneceram no local após a ocupação.
Segundo ele, os criminosos querem retomar a situação anterior à pacificação quando o tráfico tinha amplo domínio e ditava as regras. "Vemos estas reações como uma coisa orquestrada e incentivada por traficantes para desmoralizar a tropa e criar fatos que deixem transparecer que a nossa missão aqui não está tendo sucesso. Eles fazem pressão nos moradores", disse o general.
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Segundo Sarmento, há ofensas gratuitas aos militares que partem do "nada". Ele disse que os locais mais preocupantes são a Praça São Lucas, na Vila Cruzeiro, e a região próxima à quadra esportiva da comunidade da Chatuba, na Penha.
"O tráfico faz pressão para que volte o que era antes, que o Exército saia daqui e que não há necessidade de as tropas ficarem por aqui. Há palavrões e ofensas. A patrulha está ali para cumprir o seu dever. As pessoas são abordadas, revistadas e pode haver a prisão por desacato. De repente, se forma uma grande aglomeração ao redor, mulheres e crianças são colocadas em volta para impedir a ação da tropa. Às vezes, latas e garrafas são jogadas", afirmou o oficial.
Sarmento afirmou, no entanto, que os casos de reação à tropa são isolados e que a população apoia a pacificação. "O Complexo do Alemão é um paraíso e a Penha está muito perto disso", elogiou.
Outros motivos
O general afirmou ainda que, em menor quantidade, há casos em que a população se insurge contra a tropa em razão da imposição de horários para términos de festas nas comunidades. "Nós estabelecemos horários para término de festas nas ruas, normalmente às 2h, mas tudo é combinado previamente. Mas aí, chega 2h, a festa tem que acabar, mas o pessoal quer que continue. E aí, partem para a baderna e agressões à tropa", explicou.
As reações às abordagens já fizeram com que a Procuradoria da Justiça Militar denunciasse ao menos 49 pessoas por delitos como desacato, resistência, ameaça ou desobediência aos militares, segundo um levantamento feito pelo iG no site do Superior Tribunal Militar (STM). Esses crimes constam no Código de Processo Penal Militar (CPPM).
Sarmento revelou ao iG que todas as pessoas detidas pela tropa de pacificação são levadas para a sede do órgão e, lá, recebem a oportunidade de se retratarem com os militares. Se o detido aceitar e o militar ofendido concordar com as desculpas, o auto de prisão em flagrante, que resulta em abertura de inquérito e denúncia, nem é lavrado. "Os autos de prisão são lavrados nos casos mais graves ou quando há reincidência", explicou.
O general afirmou que, em caso de reações às abordagens, os militares estão orientados inicialmente a usar spray de pimenta e, em seguida, bombas de gás lacrimogêneo. Segundo ele, somente em uma situação mais grave, a tropa poderá usar munições não-letais sendo que os disparos têm que ser feitos sempre em direção aos membros inferiores (pernas).

General da Força de Pacificação diz que traficantes de fora transmitem ordens

Oficial diz que bandidos possuem uma rede de comunicação via rádio no Alemão e na Penha
Além da suposta pressão feita nos moradores para atacar as tropas da Força de Pacificação, os traficantes tentam manter seus negócios nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. O comandante do órgão, general Carlos Sarmento, afirmou ao iG que os bandidos mantêm uma rede de comunicação via rádio no interior das comunidades.
Ele revelou que, nesta semana, prendeu um suspeito de tráfico que admitiu receber R$ 550 por semana para atuar como olheiro do tráfico. "Temos informações de que, via rádio, os traficantes dão ordem aqui para dentro", disse.
Imagem
O oficial disse já ter recebido denúncias de que alguns antigos chefes do tráfico no Alemão e na Penha como Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, e Luiz Cláudio Machado, o Marreta, já estiveram nas comunidades, mas essas informações não foram comprovadas. Fontes da Polícia Civil disseram que eles costumam frequentar a área à noite armados com fuzis.
 "Que esses chefes circulem armados de fuzis não sabemos, mas temos informes do Disque-Denúncia falando da presença de alguns por aqui, como é o caso do Mica, que já teria sido visto na região do Caracol. Acho que a presença dos criminosos aqui, caso ocorra, possa ser porque eles possuem familiares e relações nas comunidades", afirmou.
Sarmento disse que as bocas de fumo existentes no Alemão e na Penha são itinerantes, não se fixam num ponto só. Segundo ele, os traficantes que ainda permanecem normalmente não possuem passagem pela polícia, o que dificulta a identificação. "Hoje, as drogas são escondidas em mochilas ou até dentro dos bancos das motocicletas", disse o oficial.
Dados da Força de Pacificação indicam que, entre os dias 15 de maio e 17 de julho, foram apreendidos mais de 3 mil papelotes de cocaína, quase 500 trouxinhas de maconha, 455 pedras de crack e 65 trouxinhas de haxixe.
"As drogas apreendidas aqui são para consumo interno. E vem de fora para dentro. Não existem grandes estoques. As apreensões não são grandes. Às vezes, podemos prender alguém com 400 ou 500 papelotes de cocaína, por exemplo", explicou.
Disparo para o alto
Sobre armas, o general afirmou não ter notícias da existência de armamento pesado. Segundo ele, há apenas revólveres e pistolas. Ele disse que, há poucos dias, suspeitos avistaram uma patrulha da Força na favela da Chatuba, na Penha, e fugiram, mas efetuaram um disparo para o alto. Nos últimos dois meses, 15 armas foram recolhidas nos dois complexos. Para o oficial, a presença de armas na área de pacificação estaria acontecendo para resolver disputas internas entre os traficantes remanescentes.
Assaltos e homicídios
Além do tráfico de drogas, o Exército confirma que, durante o período de pacificação, já houve homicídios e assaltos no interior das comunidades. Segundo a Força de Pacificação, foram dois assassinatos. Um deles, de acordo com a corporação, por motivo passional.
No outro assassinato, a do eletricista Wallace Moreira Amorim, que foi morto a tiros, a polícia tem informações de que o crime foi cometido por traficantes. Segundo denúncias, o rapaz foi morto porque fez uma festa em sua casa que contou com a presença de policiais.
Remanescentes do tráfico não gostaram e mataram o morador. Um suspeito do crime já foi preso. A família do eletricista, não se sentindo segura de permanecer no local decidiu se mudar.
Sobre este crime, o comandante da Força de Pacificação, general Carlos Sarmento, disse ter recebido denúncias de que o rapaz teria ligação com milícias, foi expulso pelo tráfico, mas retornou ao local com a ocupação do Exército.
Sobre assaltos, a Força confirma três ocorrências entre maio e julho na área de pacificação. E uma delas, um caminhão de gás foi roubado na Rua do Cajá, na Penha, no dia 28 de junho. Um estabelecimento comercial localizado na mesma rua foi assaltado no último dia 10.

Ultimo segundo

Dilma deu sinais de que não demitirá o ministro da Defesa tão logo – mais por falta de alternativa do que por falta de motivos

Após farpas de Nelson Jobim, Dilma afaga o ministro

Presidente deu sinais de que não demitirá o titular da Defesa tão logo – mais por falta de alternativa do que por falta de motivos
Luciana Marques
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Dilma Rousseff esforçou-se nesta sexta-feira para mostrar sintonia com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, mesmo depois das inconvenientes declarações do subordinado. Jobim declarou ter votado no adversário de Dilma, o tucano José Serra, nas eleições de 2010. Isso um mês depois de ter falado ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a falta de vergonha dos “idiotas” da política.

Na primeira aparição pública juntos depois da declaração de voto de Jobim, Dilma e o ministro não pouparam sorrisos e gracinhas. Dilma reservou espaço na agenda apertada entre os eventos da visita da presidente da Argentina, Cristina Kirchner a Brasília, para comparecer a uma cerimônia com a delegação dos medalhistas brasileiros dos 5º Jogos Mundiais Militares Rio, no Salão Nobre do Palácio do Planalto.

Depois de agraciar os atletas, Dilma saudou Jobim: “Também cumprimento meu ministro da Defesa.” Jobim, que até aquele momento estava sério, sentiu-se à vontade. “Eu disse a Dilma que o Elito era um falso atleta”, brincou, em uma referência a José Elito Carvalho Siqueira, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. Dilma e Elito riram.

O bom-humor acabou quando jornalistas se aproximaram de Jobim e perguntaram sobre a relação dele com a presidente. O ministro endureceu o semblante e um assessor respondeu em seu lugar. “Está ótima”, disse o auxiliar, enquanto Jobim ia embora.

Por que não demitir
Dilma mantém Jobim no cargo, apesar do pouco apego dele à hierarquia, por não ter outra opção. O ministro goza de prestígio junto aos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Não é tarefa simples colocar um civil em meio às Forças Armadas.

Além disso, desde 2009, Jobim vem articulando a aprovação da Comissão da Verdade – proposta rejeitada pelos quarteis, mas defendida pela presidente. O projeto de lei prevê a investigação dos crimes ocorridos durante a ditadura militar e será encaminhado ao Congresso Nacional no segundo semestre.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

MILITARES QUE ENVERGONHAM ESSE PAIS!!!

Na “Carta Capital” desta semana, meu amigo Maurício Dias denuncia a humilhação que sofreu a defensora pública federal, Lorena Costa, titular do 2º Ofício Criminal, no Rio Grande do Norte, na Base Aérea de Natal, durante uma visita de rotina.
O episódio revela sem retoque o autoritarismo de certos militares. Segue o texto na íntegra:
As regras dos quartéis podem ser incompatíveis com as regras da Constituição?
A resposta deveria ser não. Mas, no Brasil, duas décadas e meia após o fim do regime militar, a resposta é sim. Por descaso ou omissão superior e, pior ainda, talvez por legado autoritário, as “leis” na caserna estão em constante rota de colisão com certas práticas essenciais à democracia.
Um exemplo recente ocorreu na quarta-feira 22, na Base Aérea de Natal (RN). Essa organização militar foi criada, em 1942, para dar sustentação à luta, travada em nome da democracia, do acordo dos aliados contra as tropas nazistas que ocupavam o Norte da África.
A gravidade do episódio, à margem dessa ironia histórica, está no relato do confronto com o autoritarismo travado por Lorena Costa, defensora pública federal, titular do 2º Ofício Criminal, no Rio Grande do Norte. Eis um resumo do que ela descreveu e encaminhou aos integrantes da Defensoria Pública da União (DPU):
“Tive as minhas prerrogativas funcionais totalmente desrespeitadas por sargentos, tenentes e o coronel da Base Aérea, uma vez que fui impedida de visitar um assistido em razão de ter me negado a realizar revista, na qual teria de ficar nua perante uma sargento (…)
As regras dos quartéis podem ser incompatíveis com as regras da Constituição?
A resposta deveria ser não. Mas, no Brasil, duas décadas e meia após o fim do regime militar, a resposta é sim. Por descaso ou omissão superior e, pior ainda, talvez por legado autoritário, as “leis” na caserna estão em constante rota de colisão com certas práticas essenciais à democracia.
Um exemplo recente ocorreu na quarta-feira 22, na Base Aérea de Natal (RN). Essa organização militar foi criada, em 1942, para dar sustentação à luta, travada em nome da democracia, do acordo dos aliados contra as tropas nazistas que ocupavam o Norte da África.
A gravidade do episódio, à margem dessa ironia histórica, está no relato do confronto com o autoritarismo travado por Lorena Costa, defensora pública federal, titular do 2º Ofício Criminal, no Rio Grande do Norte. Eis um resumo do que ela descreveu e encaminhou aos integrantes da Defensoria Pública da União (DPU):
“Tive as minhas prerrogativas funcionais totalmente desrespeitadas por sargentos, tenentes e o coronel da Base Aérea, uma vez que fui impedida de visitar um assistido em razão de ter me negado a realizar revista, na qual teria de ficar nua perante uma sargento (…).
A esposa do assistido afirmou que vai visitá-lo e é submetida à revista na qual tem de ficar nua, se agachar e fazer força, por três vezes seguidas, a fim de verificar se carrega consigo algo suspeito (…) como estava muito desesperada, ficou temerosa de retornar ao local, e virar alvo de abusos outros, eu me comprometi a acompanhá-la.
Assim que cheguei ao local, me apresentei como defensora pública da União e fui acompanhada por um sargento – Júnior – até uma sala. Lá entrando, a sargento – Érika – me perguntou se conhecia os procedimentos de revista e me disse que eu teria de ficar nua. Acho que perdi a fala, de tanta indignação (…) ela chamou outro sargento – Félix. Relatei as prerrogativas da minha função. Ele distanciou-se e foi ligar para um tenente. Após uns vinte minutos, voltou e disse que era ‘norma da casa’ e que, se eu não realizasse a revista, não poderia ter a entrevista com o assistido.
Pedi então para que me fornecesse uma declaração de que tinha sido impedida de ter contato com o preso por ter me negado a realizar a revista, além de me apresentar a norma que me obrigaria a tal dever ‘legal’. Claro que ele se negou, tendo eu pedido para falar com o dito tenente.
Esperei mais uma meia hora. Fiz para o tenente – Gabriel – o mesmo discurso (…) ele insistiu na negativa, afirmando que havia recebido orientação do setor jurídico. Continuei argumentando sobre a inconstitucionalidade (…) ele se afastou para ligar para um coronel – Lima Filho – (…) voltou e disse que, definitivamente, eu não poderia conversar com o preso.
(…) Fiquei estarrecida com a situação. Não resisti à medida apenas pelo fato de ser defensora pública, mas, sobretudo, na qualidade de cidadã livre e que vive sob a égide de um Estado Democrático de Direito, no qual não há mais espaço para abusos como esse, contra ninguém e por nenhuma ‘autoridade’.
Nunca tinha visitado um estabelecimento pertencente às Forças Armadas, mas senti que a ditadura por lá ainda não acabou e não se teve notícia da Constituição Federal de 1988”.



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