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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Base Aérea de Belém

A Base Aérea de Belém - BABE é uma base da Força Aérea Brasileira localizada na cidade de Belém, capital do estado de Pará.




História da Base
Para entendermos melhor a história da Base Aérea de Belém, é necessário voltarmos no tempo, até a década de 30. Naquele época, quase todas as atividades aéreas se concentravam ao redor do Campo dos Afonsos, berço da Aviação Militar Brasileira. Em 1931, criou-se o Correio Aéreo Militar, cuja missão principal era descobrir "aeronauticamente" o Brasil interior. As primeiras linhas tinham como ponto de partida o Rio de Janeiro, e se dirigiam para os quatro cantos do país, realizando, agora pelo ar, o caminho das Entradas e Bandeiras. Assim, em 14 de julho de 1936, é organizado em Belém o Núcleo do 7° Regimento de Aviação, tendo sido designado para comandá-lo o Capitão Ruy Presser Bello. Ainda em 1936, em 10 de setembro, é instalado o Conselho Administrativo do Núcleo do 7° Regimento de Aviação, proporcionando autonomia administrativa àquela Unidade. Em virtude desse fato essa data é considerada como a origem da Base Aérea de Belém. Em 1937 é iniciada a linha Belém a Santo Antonio do Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, alargando ainda mais os horizontes da Aviação Militar.


Posteriormente, em 27 de novembro de 1939, o Ministério da Guerra estabeleceu que o Núcleo do 7° Regimento de Aviação passaria a constituir o 7° Corpo de Base. Logo após, em dezembro de 1939, três meses após o início da Segunda Guerra Mundial, Belém já recebia aviões Corsários, para realizar vôos de patrulhamento ao longo do litoral. Com a criação do Ministério da Aeronáutica, em 20 de janeiro de 1941, são assinados vários decretos. Um deles, autorizava as obras necessárias para construir, melhorar e ampliar o Aeroporto de Belém, dotando-o com capacidade de receber aviões de grande porte. Neste mesmo ano, o Correio Aéreo Militar foi fundido com o Correio Aéreo Naval. Nascia assim o Correio Aéreo Nacional, conhecido nacionalmente como CAN, que seria o responsável pela integração da imensa floresta com o centro do país. A 17 de agosto de 1944, com sede em Belém, é criado o 1° Grupo de Patrulha, equipado com hidroaviões anfíbios PBY-5 CATALINA.


Logo a seguir, em 21 de agosto de 1944, é criada, oriunda do 7° Corpo de Base, na estrutura do Ministério da Aeronáutica, a Base Aérea de Belém, com a finalidade de prover os meios e o apoio necessário às Unidades Aéreas e Unidades de Aeronáutica que nele viessem a operar, permanente ou deslocadas. Com a extinção dos Regimentos de Aviação, em 24 de março de 1947, o 1° Grupo de Patrulha deixa de existir, nascendo em seu lugar o 2° Grupo de Aviação, equipados com os mesmos CATALINAS. As aeronaves do 2° Grupo de Aviação, partindo de Belém, começaram a escrever a história da Amazônia, levando o nome da Força Aérea ao mais variados pontos do Território Nacional, inicialmente com os aviões CATALINA e depois com os C-47 DOUGLAS.


Em 12 de maio de 1969, é criado o 1° Esquadrão de Transporte Aéreo, subordinado ao Comando de Transporte Aéreo, recebendo todo o acervo do 2° Grupo de Aviação.
Os CATALINAS, inicialmente denominados PBY-5A , depois PA-10 e finalmente CA-10, voaram, de 1944 até 1982, em um total de 51.119:30 horas, em 38 anos de serviço. Os C-47 Douglas voaram por 29 anos em Belém, perfazendo um total de 85.159:30 horas. A Base Aérea de Belém também sediou, a partir de 1972, o 1° Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque - 1° EMRA, oriundo da 1° Esquadrilha de Reconhecimento e Ataque, da Base Aérea de Canoas, RS.
Mais tarde, em 1980, o 1° EMRA tem sua denominação alterada para 1° Esquadrão do 8° Grupo de Aviação, voando, na época, as aeronaves T25, L19 e UH-1H.
No ano seguinte, em janeiro de 1981, o 1° /8° Grupo de Aviação é transferido para Manaus, onde continuou realizando suas missões, enquanto que a Base Aérea de Belém continuava apoiando o 1° ETA. Em 28 de dezembro de 1987, é criada a 1° Esquadrilha do 7° Esquadrão do 8° Grupo de Aviação, uma fração do 7° /8° Grupo de Aviação de Manaus, que passa a operar nesta Base. Em 10 de novembro de 1992, é reativado em Belém o 1° /8° Grupo de Aviação, operando agora com aeronaves CH-55 ESQUILO, que assume todos os encargos e acervo da 1A /7° /8° GAV. Enquanto isto, através de Portaria Ministerial, é ativado em 24 de setembro de 1990, o 3° Esquadrão do 7° Grupo de Aviação, operando com aeronaves P-95 BANDEIRANTE PATRULHA, na Base Aérea de Belém.
Em 1997, visando aumentar a operacionalidade do 1° /8° Grupo de Aviação, esse Esquadrão recebeu helicópteros UH-1H, em substituição aos CH-55 existentes. Assim, em um breve relato, foi exposto parte da história da Base Aérea de Belém, uma história repleta de abnegados guerreiros que, vencendo todos os desafios da imensa floresta, ajudaram a desbravar e conhecer melhor este nosso BRASIL continente.


Unidades aéreas


Operam na Base Aérea de Belém as seguintes unidades da FAB:




1° Esquadrão de Transporte Aéreo (1° ETA),


Os Esquadrões de Transporte Aéreo foram criados em 12 de maio de 1969, pela Portaria R012/GM3, com o objetivo de descentralizar as operações do Comando de Transporte Aéreo (COMTA) e realizar missões de transporte aeroterrestre, logístico, lançamento de cargas, evacuação aeromédica, humanitárias e de socorro a vítimas em casos de desastres naturais, atuando subordinados diretamente a cada Comando de Zona Aérea (COMZAE) onde estavam baseados. A partir de 1986, as Zonas Aéreas foram redenominadas Comandos Aéreos Regionais (COMAR).


Sediado na Base Aérea de Belém, no Pará, o Primeiro Esquadrão de Transporte Aéreo (1º ETA), o Esquadrão Tracajá, está subordinado diretamente ao I COMAR, realizando suas missões na parte oriental da Amazônia brasileira, compreendendo os estados do Pará e Amapá. Com a retirada de serviço dos Convair CA-10 Catalina (em junho de 1982) e Douglas C-47 Dakota (em junho de 1983), o Esquadrão Tracajá teve seu nome alterado temporariamente para Esquadrão Uiraçú e passou a operar os Embraer C-95 Bandeirante, depois substituídos pelos C-95A, recebendo os C-95B em 1984. Durante o ano de 1989 chegaram os primeiros Cessna C-98 Caravan, em 2007 chegaram os primeiros Embraer C-97 Brasília. Em 2009 chegaram os primeiros Cessna C-98A Grand Caravan, com aviônicos mais modernos.


O Embraer C-95B Bandeirante está equipado com duas turbinas Pratt & Whitney PT-6A-34 com 750 shp cada, tem velocidade máxima de 452 km/h e autonomia de 1.900 km, peso vazio de 3.400 kg e peso máximo de decolagem de 5.600 kg. O comprimento é de 15,33 metros e a envergadura de 14,22 metros, não carregando nenhum tipo de armamento.


O Embraer C-97 Brasília está equipado com duas turbinas Pratt & Whitney PW-118 com 1.850 shp cada, tem velocidade máxima de 556 km/h e autonomia de 1.750 km com 30 passageiros, peso vazio de 7.580 kg e peso máximo de decolagem de 11.500 kg. O comprimento é de 20,02 metros e a envergadura de 19,78 metros, não carregando nenhum tipo de armamento.


O Cessna C-98A Grand Caravan está equipado com uma turbina Pratt & Whitney PT-6A-114, tem velocidade máxima de 341 km/h e autonomia de 2.000 km, peso vazio de 1.748 kg e peso máximo de decolagem de 3.630 kg. O comprimento é de 10,72 metros e a envergadura de 15,88 metros, não carregando nenhum tipo de armamento.


O símbolo do 1º ETA é um tracajá, uma espécie de tartaruga típica da região, de grande robustez, dotado de asas imaginárias. O seu lema é "Devagar, mas chego lá", representando a lentidão dos Catalinas, mas que sempre cumpriam suas missões.








1° Esquadrão do 8° Grupo de Aviação (1º/8º GAV),


Sediado na Base Aérea de Belém, no Pará, o Esquadrão Falcão foi criado no dia 10 de novembro de 1972 através da Portaria 025/GM-3, tendo suas origens na Esquadrilha de Reconhecimento e Ataque 51 (ERA-51) que operava com os North American T-6D/G Texan e na Terceira Esquadrilha de Ligação e Observação (3ª ELO), que operava os Cessna L-19A/E Bird Dog, ambas sediadas na Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, durante os anos 60.


Em 1969, a ERA-51 fundiu-se com o ERA-42 de Campo Grande, no antigo Mato Grosso e depois com a 3ª ELO, dando origem ao Primeiro Esquadrão de Reconhecimento e Ataque (1° ERA). Com as modificações na estrutura da Força Aérea Brasileira, o 1º ERA foi transferido para a Base Aérea de Belém, com o objetivo de aumentar a presença de helicópteros na região Amazônica, motivo pelo qual recebeu os Bell UH-1D Iroquois, além dos Cessna L-19E Bird Dog e North American T-6D/G Texan, passando a designar-se Primeiro Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque (1º EMRA).


Com a extinção dos EMRAs e a criação do Oitavo Grupo de Aviação, responsável pela operação de helicópteros na FAB, em 9 de setembro de 1980 a Unidade passou a ser designada como Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAv), porém mantendo o nome de Esquadrão Falcão. Em 1980 o 1º/8º GAv foi transferido para a Base Aérea de Manaus, recebendo a nova designação de 7º/8º GAv.
 
Mas como as distâncias na região Amazônica são muito grandes, se tornou necessário o retorno de uma Unidade Aérea com helicópteros para Belém, por isso, no dia 28 de dezembro de 1987 estabeleceu-se na Base Aérea de Belém a Primeira Esquadrilha do 7º/8º GAv, equipada com aeronaves Aerospatiale (atual Eurocopter) CH-55 Fennec, a versão bi-turbina do Helibras UH-50 Esquilo. No dia 16 de outubro de 1991, essa esquadrilha passou a ser o núcleo do 1º/8º GAv, que foi reativado no dia 29 de outubro de 1992.


Em 1997 o Esquadrão Falcão começou a operar os helicópteros Bell UH-1H Iroquois, sendo que alguns eram modelos UH-1D modernizados. Em 2006 a FAB alterou a designação de todos os seus helicópteros, retirando a letras C e U do nome, dessa forma, o Bell UH-1H passou a ser Bell H-1H Iroquois.


Entre as tarefas sob responsabilidade do 1º/8º GAv estão as missões de infiltração e exfiltração de tropas (utilizando as técnicas de Rapel, Pouso de Assalto e McGuire), Busca e Salvamento (SAR) e Busca e Salvamento em Combate (C-SAR), tanto na selva como no mar. Realiza também missões de apoio social e humanitário com as populações ribeirinhas e indígenas, atuando principalmente nas campanhas de vacinação e de apoio ao Ministério da Saúde.


Entre os seus integrantes, muitos denominam o 1º/8º GAv como Esquadrão Falcão Pioneiro, por terem utilizado esse nome no período em que o 7º/8º GAv de Manaus, atual Esquadrão Harpia, utilizou o nome Esquadrão Falcão, até ser definitivamente oficializado pelo COMGAR.


No dia 20 de dezembro de 2010, a Força Aérea Brasileira recebeu o primeiro Helibras (Eurocopter) H-36 Super Cougar, como parte do Programa H-XBR. Equipados com duas turbinas Turbomeca Makila 2A com 1.200 shp de potência e torretas FLIR (Forward Looking Infra-Red), os Super Cougars vão elevar o padrão operacional do Esquadrão Falcão. A desativação dos Iroquois está prevista para meados de 2012.








3° Esquadrão do 7° Grupo de Aviação (3º/7º GAV),


Através do Decreto nº 22.802 e seguindo a nova organização da Força Aérea Brasileira, no dia 24 de março de 1947 foi criado o Sétimo Grupo de Aviação (7º GAv), sediado em Salvador, na Bahia. O 7º GAv operou inicialmente aeronaves Lockheed PV-1 Ventura e PV-2 Harpoon, recebendo em seguida os North American B-25J Mitchell. No dia 30 de dezembro de 1958 chegaram treze aviões Lockheed P-15 Netuno para formar um Grupo Anti-Submarino, iniciando suas operações em 1959 e voando até o dia 03 de setembro de 1976.


No dia 10 de abril de 1978 chegou à Base Aérea de Salvador o primeiro Embraer EMB-111 Bandeirante Patrulha, designado P-95 na Força Aérea Brasileira, sendo essa a aeronave utilizada até os dias de hoje pelos quatro esquadrões que compõem o 7º GAv, todos subordinados à Segunda Força Aérea (II FAe) e com o objetivo de realizar missões de esclarecimento e acompanhamento do tráfego marítimo no litoral brasileiro. O Bandeirante Patrulha está equipados com um radar de busca APS-128 Super Searcher, equipamentos de comunicação e fotográficos, MAE, EW, ELINT e SIGINT. O armamento pode ser composto por quatro lançadores SBAT-70/7 ou quatro foguetes SBAT-127 instalados sob as asas.


No dia 27 de setembro de 1990 foi criado o Terceiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (3º/7º GAv), conhecido como Esquadrão Netuno, sediado em Belém, no Pará. Assim como o 2º/7º GAv, o principal motivo para a criação do 3º/7º GAv foi a pequena autonomia do Bandeirante Patrulha, substituto do Lockheed P-15 Netuno. O Esquadrão Netuno foi ativado para operar os P-95A Bandeirante Patrulha na região Norte do Brasil. A nova Unidade, além de realizar o patrulhamento do litoral, recebeu a incumbência de patrulhar a foz do rio Amazonas, com suas dezenas de ilhas e extensas regiões alagadas. Em colaboração com a Marinha e o Exército, o Esquadrão Orungan é um dos instrumentos de defesa dessa estratégica região.


O nome do 3º/7º GAv foi inspirado no deus mitológico Netuno. De acordo com a tradição romana, Netuno é o soberano de todos os mares e filho de Saturno, o protetor dos navegantes. O Esquadrão Netuno é o guardião dos mares no litoral Norte e proporciona proteção aos navegantes da região.





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